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Quinta-feira, Agosto 28, 2003
Os seis graus de separação - Vocês já ouviram falar na teoria dos 6 graus de separação? Existe até um filme (com esse nome) que fala do assunto. O negócio é que cada um de nós é separado de outro ser humano, na Terra, por no máximo seis pessoas. Tá todo mundo ligado por uma teia, do tipo, eu conheço fulano que já teve contato com ciclano, que uma vez tropeçou em cima de beltrano. O fato é que descobri hoje a minha ligação até bem próxima de uma das duplas sertanejas mais engraçadas visualmente do mundo. Então, descubri mais uma teia de personalidades da qual me incluo depois de revelar meus graus de separação através de, por exemplo, um primo que já tocou guitarra de Toninho Horta a Zeze di Camargo, que por sua vez já cantou aquela música do "amigo vim aqui pra te falar" com o Julio Iglesias, cantor espanhol que certa feita, hospedado em um hotel, brincou no palco com um guitarrista que curiosamente é o meu primo guitarrista que tocou com o Toninho Horta. Tenho até grau de separação de apenas duas pessoas me separando do José Saramago. Ou seja, por conseqüência, vocês também, meus amigos, estão ligados a estes. Bom, e pra provar a rede que me liga até a dupla que citei, lá vai uma foto aí abaixo. Não se assustem, além das minhas amigas, duas meninas normais (aparentemente, aparentemente) que estão foto, tem um chapeludo gordo e uma tia. Essa tia (pode ser também um elementar que vive em florestas) canta nessa dupla sertaneja.
Da esquerda para direita, La-lá, Gordo Chapeludo, Le-lê e Tia
PABLO ALCANTARA 8/28/2003 02:43:14 PM
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Quarta-feira, Agosto 27, 2003
Rensga, Nusga, Enrá, agora foi! - Pronto. O Garoto Enxaqueca sofreu uma guaribada, uma reciclada, um upgrade, uma melhorada, passou um talco, enfim. Foi difícil, e tudo foi motivado não por desmotivação, mas sim por necessidade. Agradeço a ajuda da egaconfession Cris Alcântara (vulgo gorda), a quem entreguei minha senha, meu login e sem ela não seria possível a volta dos comentários. Aos poucos, retorno os todos os links que ainda não apareceram. Aproveito também pra pedir comentários sobre a nova cara do Enxaqueca.
PS. Os blogs fraternos El Calango e Ego-Confession ficaram sensacionais com as mudanças!
PABLO ALCANTARA 8/27/2003 03:23:20 PM
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Quinta-feira, Agosto 21, 2003
Deu pobrema no meu blogue - Desde ontem não consigo ver os comentarios no blog. Acho que o problema é no computador que uso, que dá erro cada vez que entro na página. Mudei até o template pra ver se resolvia e nada. Resolvi deixar assim mesmo, pelo menos por enquanto. E os outros links, colocarei depois também.
PABLO ALCANTARA 8/21/2003 02:17:42 PM
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Quarta-feira, Agosto 20, 2003
Condenado à memória - Qual o tamanho da força submersa em um rio? Em que medida seríamos capazes de nos equivocar em comparação? Pois lá vou eu. Se de fato a vida me leva e não o contrário, pra onde então? Aí, nas suas margens, leitor, passa cada palavra gota de minha alma. Passa o sorriso de hoje, aos 26 anos, que bem pude reconhecê-lo na lembrança nas fotos de infância. Passa? Não creio. A pouco me recordei dos domingos na casa de minha avó. Não faço questão do passado, mas sim da memória. O gosto do vasilhame de plástico no biscoito já duro, que vovó teimava em oferecer. O sabor inigualável dos chás, os velhos sofás, retratos na parede.
A memória deve mesmo ser uma casa grande. Uma enorme construção. Na ala oeste, o tempo de escola, a primeira professora, o meu cacto de estimação, o cheiro inesquecível da lancheira. Na ala leste, a rua de minha infância. A brincadeira até tarde da noite, os pés que voltavam pra casa sujos, limpos estariam, ou deveriam, na hora da cama. Na ala sul, todas as viagens, todos os poucos lugares por que passei. Essa é uma área que visito pouco, mesmo sem ter que pagar passagem. Na ala norte, talvez a morte. O fim do rio, o mar, o cume da montanha. Destino humano. A morte certeza única seria se ela não fosse a vida. Que de fato, é o que sei e sou. Mesmo que passe a vida, condenado, não à morte - que não me interessa, é apenas um quadro branco, escultura sem forma, música sem som - mas sim condenado pela memória, esse leito por onde corro ou me deito e é o que sei, e sou. Depois da morte espero mesmo ficar na memória, a única pós-vida da qual conheço.
PABLO ALCANTARA 8/20/2003 08:44:01 PM
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Terça-feira, Agosto 19, 2003
Schmecihel & Bukowski caíram na rede - Agora nossos amigos podem ouvir as nossas canções na internet. Schmeichel e Bukowski ganharam uma página no Trama Virtual. Lá tem as quatro músicas do cd que eu e o Felipe gravamos e mais a música de Única Companheira, que é a letra que eu postei aqui e que o Felipe já musicou e ficou altamente sensacional, linda. Eu já colquei o link aí pr todo mundo clicar e ir direto. Vou ficar feliz demais se receber comentários sobre as canções, sobre tudo, enfim.
então um, dó, lá si e já: baixem as musiquetas!
PS. Nina, obrigado por Única Companheira
PABLO ALCANTARA 8/19/2003 07:50:29 PM
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Segunda-feira, Agosto 18, 2003
O Pitaco e o e daí? - Um primo que sempre que me vê quer comentar as últimas notícias comigo. Quer saber daquele deputado que foi cassado, ou se eu vi dia desses uma matéria sobre alguma coisa qualquer. Em tom de desaprovação ele discorreria sobre o assunto se eu dissesse: "não sei, não vi, tenho nem idéia". É o que faço. Eu sempre posso dar um pitaco, mas tem coisa mas chata do que um cara "pitaqueiro", aquele que tem sempre uma opinião, leu alguma coisa a respeito. Pra grande parte das cosias eu digo: "e daí?".
"Sou jornalista, especialista em idéias gerais. Sei alguns minutos de muitos assuntos. E não sei nada."
- Otto Lara Resende
PABLO ALCANTARA 8/18/2003 06:44:44 PM
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Sábado, Agosto 16, 2003
A minha vaca adora um brejo, mas tem medo de molhar - Dia de chuva. Descobri que o meu otimismo genético adquirido através dos gens do meu pai cai no sangue em situações adversas. Em situações restantes a vaca adora um brejo. Vou colocar cordas de aço no meu violão. Elas machucam muito as pontas dos dedos, mas meus dedos enjoaram da sutileza opaca das cordas de nylon. Novas musiquetas com a palheta varrendo devem nascer, ou então, a vaca foi pro brejo. Mas a minha vaca tem medo de molhar e crê mesmo no sol.
PABLO ALCANTARA 8/16/2003 12:16:58 PM
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Quarta-feira, Agosto 13, 2003
O abajur de estrelas -
Coloco uma escada
Onde nem a poesia
Amante do inatingível
Consegue alcançar
Vou além dos versos
Pra lá de todos os mares
E lugares paradisíacos
Pra alumiar teu quarto
Busco uma estrela no brilho do olho meu
No teu
Longe do mundo das coisas
Perto do mundo dos sonhos
Pronto, apagou.
Andei pela casa de um lado pro outro. Armei a máqujna de café e colhi algumas xícaras. Pensei, matutei. Os ares entraram nos meus pulmões confiantes. Buscarei as estrelas por ela, buscarei. A primeira providência foi subir no teto do meu prédio, lá onde moram as antenas, as estrelas, vi algumas apenas, tem mais, só que a luz artificial da cidade é ciumenta e ilumina as estrelas até as apagarem. Engraçado. Via algumas mas ainda não dava pra apanha-las da árvore do céu. Mas por ela, eu vou até a lua. Volteim pra casa, desesperado, abri a lista telefônica na letra e, de estrela. Estacionamento, estações rodoviárias, estamparia, estopas, estruturas metálicas e de madeira. A sequência foi frustrante como lista de vestibular. Mesmo assim, resolvi ligar pra "estâncias para repouso". Imaginei um resort na lua, com direito a passeios flutuantes feito astronauta a toda hora. Em uma dessas caminhadas seria fácil me separar do grupo de hóspedes e roubar uma estrela, a mais clara, pra iluminar todo o quarto dela.
- Clínica de Repouso Boa Vida, boa noite!
- Alô, é ... queria saber se vocês têm quartos na lua?
- Repita a cidade por favor, meu senhor?
- É, queria umas férias no espaço. Tem? É pra hoje mesmo. Aceita cartão?
- O senhor deve estar enganado, aqui é uma clínica de repouso e spa. Onde o senhor quer falar?
- Aí mesmo. Olha, é que na verdade preciso ir pro céu buscar uma estrela. Sabe como eu poderia fazer isso?
- Meu senhor, o lugar mais próximo do céu fica em São Luís dos Montes Belos
- Mas são montes? E montes são como montanhas? Não sei, acho que montes são menores ainda que serras. Ó, obrigado, mas não serve.
- Agradeço a ligação, senhor, boa noite e bomd escanso.
- Depois dessa tentativa, comecei a acreditar na eficiência da lista telefônica, quase cheguei lá com a estância, mais um pouco tava a caminho do céu. Era muito desespero, tanto que fiz então associações absurdas. Pensei em ligar em estandartes e bandeiras, afinal, a do Brasil é toda estrelada, tem 23 ou 27, alguma coisa assim. Pensei também em ligar em estetoscópios, mas percebi que a palavra tem a ver com medicina e não astronomia. E mesmo que conseguisse uma super luneta, a minha intenção não se contentaria. Ligaria em estruturas metálicas e de madeira e pediria pra fazerem uma escada até o céu, uma verdadeira "Starway to heaven". Taí, liguei em informações nacionais e perguntei sobre zeppelins e balões (eu disse: associações absurdas), eles me levariam até uma estrela! Foram vários telefonemas e descobri que os zeppeleiros e baloeiros estavam em uma conferência da categoria em...adivinhem onde? São Luís dos Montes Belos. Era demais. A noite era escura e acada minuto de seu manto negro no quarto dela me deixava mais aflito. Nada seria pior do que permitir que o dia chegasse antes da minha luz. Quer saber, corri pra casa dela. Corri mesmo, e olha que tenho o joelho meio desmontado, feito Comandos em Ação de perna quebrada. Mas naquela noite, eu era herói, por ela eu sou herói. Corri, corri. Nem toquei a campainha, fui entrando. Abri a porta do quarto dela e pelo teto, pelos cantos todos, estrelas amarelas rodavam feito um carrossel no céu. Na cama ela sorria e me olhava com os olhos brilhando, lindos: "Olha, liguei meu abajur de estrelas!". Cansado mas em paz, deitei colo dela, e percebi que era seu herói. Por ela luto contra a distância entre o céu e a terra e a arquitetura de um deus qualquer. E tolo anti-herói me percebi na luta vã por buscar o céu e as estrelas onde as sempre tive tão perto, ali, no quarto dela.
PABLO ALCANTARA 8/13/2003 05:50:18 PM
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Segunda-feira, Agosto 11, 2003
João Guimarães Rosa - Vivo no infinito; o momento não conta. Vou lhe revelar um segredo: creio já ter vivido uma vez. Nesta vida também fui brasileiro e me chamava João Guimarães Rosa
PABLO ALCANTARA 8/11/2003 06:55:14 PM
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Série: As mais lindas canções de amor já compostas - no 9 - Love street Essa é do The doors e pedido do Ucla. O Eduardo Horácio fazia uma versãozinha da canção, um pout-porri cantado pelo seu Gualter Militani (cadê você velhinho?).
Love Street
She lives on Love Street
Lingers long on Love Street
She has a house and garden
I would like to see what happens
She has robes and she has monkeys
Lazy diamond studded flunkies
She has wisdom and knows what to do
She has me and she has you
She has wisdom and knows what to do
She has me and she has you
I see you live on Love Street
There's this store where the creatures meet
I wonder what they do in there
Summer Sunday and a year
I guess I like it fine, so far
She lives on Love Street
Lingers long on Love Street
She has a house and garden
I would like to see what happens
La, la, la, la, la, la, la, La, la, la, la, la, la, la
La, la, la, la, la, la, la, La, la, la, la, la, la, la
PABLO ALCANTARA 8/11/2003 06:18:42 PM
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Seu Onofre e Dona Maria das Dores - Dia desses conheci o casal mais interessante do mundo. Jane e Herundi? Sartre e Bevouir? Mickey e Minnie? Tarcisão e Glória Menezes? Que nada! O nome desse casal é Seu Onofre e Dona Maria das Dores. Ele é um fazendeiro da região do Córrego das Antas, em Goiás. Planta cará e milho. Quem pensa que ele é um capiau ou um matuto tá enganado. Seu Onofre inclusive lê bastante, tá bom, são gibis, principalmente do T-Rex, Fantasma e do Bolinha. Mas isso é leitura também. Mas legal mesmo é a história dele com a sua esposa, a Dona Maria das Dores. Como faziam as pessoas antigamente, a união deles foi a base "do laço". Ele roubou a das Dores da casa dos pais. Ela é mais nova que ele, apesar de todo mundo acreditar no contrário, mas se orgulha de ser "enxuta" mesmo com a idade avançada. Bom, se Seu Onofre não tem um ofício tão vanguardista, Das Dores é diferente. Tá bem que no começo da vida de casados, ela não sabia fazer nada. "Ah, eu sabia tirar bicho de pé dos dedão do Seu Onofre", disse ela sorrindo com falta de dentes. Mas hoje, além de um cafézinho honesto ela faz até bolo de banana! Vejam só! E além disso, Das Dores é prendada na costura. Ela, olhem isso, é a pioneira no que foi chamado por especialistas - Glorinha kalil e Constança Pasolato - de Rural Fashion. Isso mesmo, moda feita de espiga de milho, saco de arroz. A coqueluche são os sapatos feitos de couro de porco! Ela, assim como Severina Xique Xique, montou uma butique pra vida melhorar. E o ponto alto da carreira foi fazer os modelitos da personagem da Patricia Pillar na novela dos sem terra. Pode? Pode. Abaixo algumas das preferências do casal:
Comida dela: canjica
Comida dele: pururuca com moela de frango
frase dela: "nois levanta pra cuspi mais nao deixa cair a dentadura"
frase dele: "tá nervoso? vai pescá!"
filme preferido dela: "eu gosto do Gousti, sabe, aquele dos isprito?"
filme preferido dele: "quarque um do Trinite"
música preferida dela: "eu gosto é da Inezita Barroso"
múica prferida dele: "quarque uma do nerso gonçalves, aquilo lá é que é cantor"
agora, o momento tãoe sperado, a foto do casal!
clique embaixo!
Seu Onofre e Dona Maria das Dores.jpg
PABLO ALCANTARA 8/11/2003 02:58:14 PM
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Sábado, Agosto 09, 2003
O tédio e o coração (espanando as idéias) Por quantas vezes você já sentiu tédio essa semana? E hoje? Todos os dias? Eu tô falando daquele tédio permanente, não é aquele de sessão da tarde não. Se você sente o tédio que não te deixa um psicótico, pode se considerar inteligente. É desse tédio que a indagação pelo sentido da vida começa. Um exemplo do contrário, as pessoas que estão felizes com o acúmulo de dinheiro, aquilo de cada vez mais, sofrem de um dos piores tipos de mediocridade. Eu não sou louco nem comunista, o dinheiro é útil. Mas o dinheiro não significa nada. Aí fica todo mundo em um estúpido exercício de futilidade. E a eterna busca de compensações. Eu quero comer bem, comprar meus livros e cds, ter grana pra viajar. Amanhã: um emprego em que eu receba em dia, horas livres pra eu escrever, levar os pablinhos na ( boa) escola e fazer delícias (geladeira cheia) pra molecada. Eu quero até ter dinheiro, tempo pra ver se deixo minha vida menos egoísta. Chame de altruísmo, eu não chamo de nada, só sinto. Mas hoje, aos 26, pra matar o tédio pra sempre, me livrar disso, penso em uma solução. Só que eu percebi que com a razão o tédio vai ficando mais dolorido. A solução definitiva não será mudar de emprego, de cidade, de roupa, é momentânea, e o tédio volta. Acredite em mim, já passei por isso. Me lembrei agora do Crime e Castigo do Dostoiéwski, e o personagem Raskolnikov. Ele, envolto de tédio, com o uso exclusivo da razão, criou uma lógica criminosa pra justificar a sua não mediocridade. Usar a razão pra vencer o tédio leva ao caos mental, ao psiquiatra, a todo tipo de vício. Hoje à noite cheguei a uma conclusão sobre esse assunto do tédio. Bom, inteligente, eu tento me livrar do tédio mas não consigo. A razão fracassou. Mas não quer dizer que a vida fracassou. Se optar por uma tristeza implícita, será assim por todo o resto da vida. É uma atitude um tanto covarde a de arrastar, empurrar a vida dia-a-dia. Viver na superfície de tudo. Hoje eu quero acreditar que tem algo mais lá no fundo. E mais profundo do que minha mente é o meu coração. Mais profundo do que a lógica é o amor, mais profundo do que a ciência é a arte e mais profundo do que a matemática é a música. No coração estão os maiores significados. Não há tédio, só alegria. E isso sério, ouça seu coração.
O Garoto Enxaqueca se pudesse até faria uma campanha "Ouça o seu coração", já que não é a primeira vez que essa frase é citada, e além disso, tudo que é escrito aqui é lá do músculo cardíaco. Mas essa é uma escolha sua. E eu não acredito em campanhas. Acredito em ações. Eu mesmo já tive um tanto de auto-campanha e nunca funcionou. Ainda tenho teia de aranha em idéias. Preciso passar um espanador e fazer valer.
PABLO ALCANTARA 8/9/2003 04:57:23 PM
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Sexta-feira, Agosto 08, 2003
Série: As mais lindas canções de amor já compostas - no 8 - "Sweet Jane" Essa aqui, apesar de ser do Velvet Underground originalmente, a melhor versão é do Cowboy Junkies (e aí Ucla? e o cd seu cão!).
Sweet Jane
Lou Reed
Standing on the corner, suitcase in my hand,
Jack is in his corset, and Jane is in her vest, and, me,
I'm in a rock'n'roll band. Huh!
Ridin' in a Stutz-Bearcat, Jim
Y'know, those were different times!
Oh, all the poet, they studied rules of verse,
And the ladies, they rolled their eyes.
Sweet Jane! Whoa! Sweet Jane, oh-oh-a! Sweet Jane!
I'll tell you something,
Jack, he is a banker,
And Jane, she is a clerk.
Both of them save their monies, ha,
And when, when they come home from work!
Ooh! Sittin' down by the fire, oh!
The radio does play,
The classical music there, Jim.
"The March of the Wooden Soldiers".
All you protest kids.
You can hear Jack say, get ready, ah,
Sweet Jane! Come on baby! Sweet Jane! Oh-oh-a! Sweet Jane!
Some people, they like to go out dancing,
And other peoples, they have to work. Just watch me now!
And there's even some evil mothers,
Well they're gonna tell you that everything is just dirt.
Y'know that, women, never really faint,
And that villains always blink their eyes, woo!
And that, y'know, children are the only ones who blush!
And that, life is, just to die!
And, everyone who ever had a heart, oh,
That wouldn't turn around and break it.
And anyone who ever played a part, whoa,
And wouldn't turn around and hate it!
Sweet Jane! Whoa-oh-oh! Sweet Jane! Sweet Jane. Sweet Jane.
Sweet Jane. Sweet Jane.
PABLO ALCANTARA 8/8/2003 12:05:06 PM
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Quarta-feira, Agosto 06, 2003
Série: As mais lindas canções de amor já compostas - no 7- Bonita Essa aí é bonita. Escolher uma do Tom é difícil, mas tava com Bonita na cabeça hoje.
Bonita
Antonio Carlos Jobim / Gene Lees / Ray Gilbert
What can I say to you Bonita
What magic words would capture you
Like a soft evasive mist you are Bonita
You fly away when love is new
What do you ask of me Bonita
What part do you want me to play
Shall I be the clown for you Bonita
I will be anything you say
Bonita
Don't run away Bonita
Bonita
Don't be afraid to fall in love with me
I love you
I tell you I love you,
Bonita
If you love me
Life will be beautiful
Bonita, Bonita
Bonita
Antonio Carlos Jobim / Gene Lees / Ray Gilbert
What can I say to you Bonita
What magic words would capture you
Like a soft evasive mist you are Bonita
You fly away when love is new
What do you ask of me Bonita
What part do you want me to play
Shall I be the clown for you Bonita
I will be anything you say
Bonita
Don't run away Bonita
Bonita
Don't be afraid to fall in love with me
I love you
I tell you I love you,
Bonita
If you love me
Life will be beautiful
Bonita, Bonita
PABLO ALCANTARA 8/6/2003 08:59:31 PM
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Terça-feira, Agosto 05, 2003
Canção que me faz a cabeça, os ouvidos e o dedão do pé: Conversa de botas batidas - Essa aí é do Ventura, dos Los Hermanos, um trecho:
Conversa de botas batidas
Veja você onde é que o barco foi desaguar
a gente só queria um amor
deus parece às vezes se esquecer
ai, não fala isso por favor
esse é so o começo do fim da nossa vida
deixa chegar o sonho
prepara uma avenida que a gente vai passar...
...abre a janela agora
deixa que o sol se perca
é so lembrar que o amor
e tão maior
e estamos sós no ceu
abre as cortinas pra mim
que eu não escondo de ninguem
o amor ja desvendou e agora está de bem
PABLO ALCANTARA 8/5/2003 02:16:16 PM
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Um lugar chamado Ali
Existe um lugar chamado Ali
Ali meu coração
trupica de súbito
quando parece que nunca visitou
nada parecido
Ali meu coração
até sorri
como se todo o tempo
tivessemos feito isso
Ali às vezes
ficamos sem dizer nada
aí a conversa começa
fica leve e tranquila
Como se cada um
pensasse em voz alta
suas coisas mais simples
Ali
gozando o vago conforto
de estarem vivos
e estarem juntos respirando
o vento que sopra
ali no Ali
e ela tem razão quando diz
"que mais?"
PABLO ALCANTARA 8/5/2003 01:47:28 PM
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Segunda-feira, Agosto 04, 2003
Quando qualquer semelhança não é mera coincidência -
Entre todas as minhas preferências podem dizer por aí, beatle: Paul Mccartney; superamigos: Tempestade; balão mágico favorito: Jairzinho; trem da alegria favorito: Juninho Bill; trapalhões: Mussum; jurado do silvio santos: Pedro de lara; jogador da copa de 82: Junior capacete; barrados no baile favorito: Dylan; menudo: Robbie rosa; dançarina de programa de calouros favorita: a zangada que não ria do Bolinha; e muitos outros e outros e outros, mas a minha menina super poderosa favorita, aquela que me faria chamar o Johny bravo pra porrada, que me faria ir na lua buscar uma pedra pra ela - lunática - tacar em alguém, que me faria até pintar o mundo de azul pra tudo ficar mais bonito, e ainda pra ela, fazer um anel com muito carinho de uma corda do meu cavaquinho, é mesmo a Docinho (mesmo correndo o risco de levar um chute no saco caso tire ela do sério).
Olhem só a bula da menina:
Nome: Docinho (Buttercup Utonium)
Idade: 6
Personalidade: Sempre atenta, com um raciocínio rápido, sabe bem qual o melhor momento de atacar e se defender. Tem muita atitude, não temendo o perigo, quer ser a meninas mais forte do mundo, muito agressiva e bate antes de saber o que exatamente aconteceu, sempre deixa as perguntas para a Florzinha. Contudo, por trás dessa agressividade se esconde uma menina meiga e delicada.
Habilidade: Chute
Carct. Físicas: Seus olhos são verdes do mesmo tom do vestido, cabelos negros e curtos, meinhas brancas e sapatinhos pretos.
Medo: Nada.
Escola: Faz o primário na escola Carvalhinho
Se for macho, de um clicao e acorde a Docinho
PABLO ALCANTARA 8/4/2003 07:21:32 PM
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Atendendo a pedidos (Cris-Gorda) - Série: As mais lindas canções de amor já compostas - no 6- Mariposa Technicolor Essa é realmente linda.
Mariposa Technicolor
Fito paez
Todas las mananas que vivi
todas las calles donde me escondi
el encantamiento de un amor
el sacrificio de mis padres
los zapatos de charol
los domingos en el club
salvo que cristo sigue all en la cruz
las columnas de la catedral y la tribuna
gritan gol el lunes por la capital
Todos giran y giran
todos bajo el sol
se proyecta la vida
Mariposa technicolor
cada vez que me miras
cada sensacion
se proyecta la vida
cada vez que me miras
Mariposa technicolor
Vi sus caras de resignacion
los vi felices llenos de dolor
ellas cocinaban el arroz
el levantaba sus principios
de sutil emperador
Todo al fin se sucedi
solo que el tiempo no los esper
la melancolia de morir en este mundo
y de vivir sin una estupida razon
Yo te conozco de antes
desde antes del ayer
yo te conozco de antes
cuando me fui
no me alej
llevo la voz cantante
llevo la luz del ayer
llevo un destino errante
llevo tus marcas en mi piel
y hoy solo te vuelvo a ver
PABLO ALCANTARA 8/4/2003 06:57:38 PM
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Sábado, Agosto 02, 2003
Atendendo a pedidos (Tefo) - Série: As mais lindas canções de amor já compostas - no 5 - While My Guitar Gently Weeps
While My Guitar Gently Weeps
Harrison
I look at you all see the love there that¿s sleeping
While my guitar gently weeps.
I look at the floor and I see it needs sweeping
Still my guitar gently weeps.
I don¿t know why nobody told you
How to unfold your love,
I don¿t know how someone controlled you
They bought and sold you.
I look at the world and I notice it¿s turning
While my guitar gently weeps.
With every mistake we must surely be learning,
Still my guitar gently weeps.
I don¿t know how you were diverted
You were perverted too.
I don¿t know how you were inverted
No-one altered you.
I look at you see al the love there that¿s sleeping,
While my guitar gently weeps.
I then look at you all,
Still my guitar gently weeps.
PABLO ALCANTARA 8/2/2003 04:03:08 PM
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Sexta-feira, Agosto 01, 2003
Atendendo a pedidos (Flavinha) - Série: As mais lindas canções de amor já compostas - no 4 - Escravo da Alegria
Encontrei a letra dela, mas num creio que seja do Vinícius de Morais. Parece ser do Toquinho e do Mutinho, mas de quaqluer forma, muito bonita.
Quem tem mais sugestão?
Escravo da alegria
Toquinho - Mutinho
E eu que andava nessa escuridão,
De repente foi me acontecer.
Me roubou o sono e a solidão,
Me mostrou o que eu temia ver.
Sem pedir licença nem perdão,
Veio louca pra me enlouquecer.
Vou dormir querendo despertar,
Pra depois de novo conviver
Com essa luz que veio me habitar,
Com esse fogo que me faz arder.
Me dá medo e vem me encorajar,
Fatalmente me fará sofrer.
Ando escravo da alegria.
Hoje em dia, minha gente,
Isso não é normal.
Se o amor é fantasia,
Eu me encontro ultimamente
Em pleno carnaval.
PABLO ALCANTARA 8/1/2003 01:04:27 PM
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