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Quarta-feira, Julho 30, 2003
Ernest Hemingway -
"Um analista escreveu-me certa vez perguntando o que aprendi com a psicanálise. Respondi que muito pouco, mas que esperava que os analistas tivessem aprendido muito nos meus livros."
Um idealista é um homem que, partindo do fato de que uma rosa cheira melhor que uma couve, deduz que uma sopa de rosas teria também melhor sabor."
"O tempo é só o que nos separa da morte."
"Se eu quisesse transmitir mensagens, enviaria telegramas."
"Gosto de escutar. Aprendi muito só de ouvir cuidadosamente. A maioria das pessoas nunca escuta."
"A vida é uma opressão mecânica, e a bebida o único alívio."
"Não me Perguntes por quem os sinos dobram: eles dobram por ti."
"Um homem consegue bastante castigo ao escrever um livro realmente interessante."
"Todas as coisas verdadeiramente más começaram de uma inocência."
"Aposentadoria é a palavra mais feia da linguagem."
"Não existe sabedoria na velhice. Ao envelhecer a pessoa não fica mais sábia, apenas mais cuidadosa."
"Precisamos de dois anos para aprender a falar e cinqüenta para aprender a calar."
PABLO ALCANTARA 7/30/2003 05:45:37 PM
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Terça-feira, Julho 29, 2003
Série: As mais lindas canções de amor já compostas - no 3 - Love me - Elvis Presley, na melhor fase da sua carreira. Pra mim, depois que ele foi pro exercito a coisa desandou. E foi desandando até acabar entupido de remédios, álcool e tecido adiposo. Love me é pura love song (óbvio). Fui apresentado a ela no filme Coração Selvagem, na voz do Nicolas Cage. Eis a letra:
Love me
Treat me like a fool,
Treat me mean and cruel,
But love me.
Wring my faithful heart,
Tear it all apart,
But love me.
If you ever go,
Darling, I'll be oh so lonely
I'll be sad and blue,
Crying over you, dear only.
I would beg and steal
Just to feel your heart
Beatin' close to mine
Well, if you ever go,
Darling, I'll be oh so lonely
I'll be sad and blue,
Crying over you, dear only.
I would beg and steal
Just to feel your heart
Beatin' close to mine
Well, if you ever go,
Darling, I'll be oh so lonely
Beggin' on knees,
All I ask is please, please love me
Oh yeah
PABLO ALCANTARA 7/29/2003 02:45:50 PM
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Segunda-feira, Julho 28, 2003
O tempo vem é de carroça - Segunda-feira, 10 da manhã. Espero Seu Alcides - um senhor que vende coisas usadas, leia-se, antigas e velhas - em seu salão de barbeiro. Na velha cadeira, um menino de cinco a dez anos faz papel de hominho e um pouco tenso espera as mãos datadas do senhor lhe raspar, após o corte, os restos de cabelo que nascem na nuca, desavisados de um destino inútil. Uma experiência de gerações. O acompanhante do menino, seu cunhado, um homem de precisos 43 anos, resume a história de amor da sua vida. Ela é a irmã do menino, se conheceram há trinta anos. Eram crianças. Hoje, ele ria por ter contado a mãe da ex-menina que quando eram pequenos já se gostavam. E também ria da ironia: "depois da gente ter se casado, ter sofrido muito, a gente se encontrou de novo. Tudo da gente é igual até a comida que ela gosta, eu gosto". E decretou: "também agora se não der certo, fico sozinho, se não for com ela...". Ela aparece. Tava lá dentro vendo flores com a mulher do Seu Alcides, Dona Coisinha. Bom, mas eu tava lá mesmo pra buscar a geladeira que comprei do marido da Dona Coisinha. Ela crente que eu tava me casando. "Pra quando é o casamento", havia perguntado pra minha namorada, logo da primeira vez que fui lá ver a geladeira. Até explicar que não era nada disso, ela já queria vender uma cômoda, uma mesa, um armário, a casa inteira, enfim. O transporte da geladeira seria feito por carroça. O motivo da minha espera era o sumiço do carroceiro. Eu lá esperando, esperando. Mas como tudo parecia voltar no tempo, carroça virou táxi ali na rua. E com a mão sinalizando, Seu Alcides recrutou um carroceiro que passava, que veio do nada, que veio de sei lá onde. De sei lá onde ainda estacionam carroças. E se é que carroças estacionam (elas pagam zona azul?). Colocamos a geladeira no veículo, paguei o Seu Alcides, que até brilhou o olho, e partimos. Eu pela primeira vez, andava de carroça. Só pensava na força que o cavalo fazia e que rotina cruel era a do bicho. Até que ele era arrumadinho, com uma crista espetada. Ta certo, um cabelo inútil que nasce ali nos cavalos de carga. Aliás, eles sim merecem prêmio. Quero ver um árabe qualquer na labuta da carroça. Já não dava, hoje então, não dou valor nenhum a esses espécimes eqüinos com raça. Viva os cavalos vira-lata. Aquele, tinha cara de Arquimedes. Chegamos. Depois de dois andares de escada, eu e o carroceiro conseguimos carregar a bendita geladeira pra onde moro. A tempo: surgiu uma certa dificuldade pra passar ela pela porta. O carroceiro como se fosse mestre em passar geladeiras por portas menores, usou os palmos fazendo conta e tudo deu certo. Tudo feito à moda antiga. Se bem que nada é antigo, e a linha do tempo é circular. Tudo feito pra lembrar que 30 anos não desgastaram o instante das duas crianças, que se juntaram pra brincar de novo. O tempo ás vezes demora, vem de carroça. Mas chega. Chega e traz o instante de um passado onde todo mundo será feliz de novo. Apenas mais uma segunda-feira, 10 da manhã.
PABLO ALCANTARA 7/28/2003 07:16:50 PM
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Cítrico - Sapato veste o pé, colher leva comida, chave abre e fecha, cadeira pra sentar, palhaço é pra rir, carteiro leva e traz, político eu desprezo, mas pra que nos serve um crítico? mas pra que te serve um crítico? mas pra que me serve um? Cítrico.
PABLO ALCANTARA 7/28/2003 02:26:17 PM
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Sexta-feira, Julho 25, 2003
O sonho da caveira -
Uma caveira voltou pra buscar o que deixou pra trás:
Primeiro, a felicidade que o dinheiro não comprou.
Não deu.
Sem alma, só lhe restou o sorriso agonizado de sua dentadura.
Segundo, o presente que o futuro lhe roubou e que o passado lhe prendeu.
Em vão.
O tempo lhe doía nos ossos, e os ossos são o seu tempo.
Terceiro, a paz no coração e o que ele lhe dizia.
Sem chance.
O vício da razão deixou sua cabeça dura e lhe secou o peito.
Quarto ("pelo menos isso", implorava), a pureza, a infância e o deixa estar.
Já era.
Gabou-se pela astúcia, que foi a mentira justificada. Tanto foi que se auto-iludiu, enganou a si mesmo. Hoje, não há mais um alguém pra lhe dizer a verdade.
Quinto (e último, a terra lhe chama de novo), o gozo da vida.
Impossível.
Não há mais sangue, nem carne, nem sêmen. Nem mesmo flores sobre o túmulo. Não há vida no sonho da caveira.

PABLO ALCANTARA 7/25/2003 01:56:29 PM
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Quinta-feira, Julho 24, 2003
Série: As mais lindas canções de amor já compostas - no 2 - Moon River - Essa aqui é do Henri Mancini e faz parte da trilha sonora do filme Sabrina. Quem qusier ouvi-la pode acessar http://www.audreyhepburn.org/grahamspage/moon_river/
basta ter o Real Audio. De todas as versões a que mais gosto é da Audrey Hepburn e do Toninho Horta (!).
eis é a letra pra você cantar junto (que beleza!)
Moon river
Moon River, wider than a mile
I'm crossing you in style some day
You dream maker
You heartbreaker
Wherever you're going
I'm going your way
Two drifters off to see the world
There's such a lot of world to see
We're after the same rainbow's end
Waitin' round the bend
My Huckleberry friend
Moon River and me
PABLO ALCANTARA 7/24/2003 07:09:53 PM
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Quarta-feira, Julho 23, 2003
Série: As mais lindas canções de amor já compostas - no 1 - Jealous Guy - Posto aqui uma das mais lindas canções de amor já escritas: Jealous Guy, John Lennon.
Jealous Guy
I was dreaming of the past
And my heart was beating fast
I began to lose control
I began to lose control
I didn¿t mean to hurt you
I¿m sorry that I made you cry
Oh no, I didn¿t want to hurt you
I¿m just a jealous guy
I was feeling insecure
You might not love me anymore
I was shivering inside
I was shivering inside
I didn¿t mean to hurt you
I¿m sorry that I made you cry
Oh no, I didn¿t want to hurt you
I¿m just a jealous guy
I was trying to catch your eyes
Thought that you was trying to hide
I was swallowing my pain
I was swallowing my pain
PABLO ALCANTARA 7/23/2003 06:11:52 PM
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Terça-feira, Julho 22, 2003
Sob a luz das idéias -
Nem parei mas pensei: Preciso arranjar outra profissão pra ganhar uns trocados urgentemente!!
" O jornalismo é uma boa profissão, desde que você a abandone em tempo "
Ernest Hemingway
PABLO ALCANTARA 7/22/2003 03:02:32 PM
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Única Companheira - Mais uma letra - Essa é mais uma letra pro Dr Shimeichel musicar. Felipe, pega essa aí, como te prometi vou enviando as letras. Se der certo a música, a gente grava, e põe aqui pros amigos ouvirem!
Única companheira
Na cidade
todo caminho
é longo
Dentro do ônibus
Passa a pobreza
Passa a tristeza
De fora também
Na rua
Anda gente
Morre gente
Nasce gente
Gente por todo
O longo caminho
Até onde vivo
Com minha companheira
Mas quando chego
Chega junto a noite bruta
E só ela
Afaga os meus calos
Com a mão
Na mesma marcha lenta
Do leve sol que entra
Pela madrugada
Ela é minha companheira
Sem ela a vida é
Eira nem beira, eira, eira
No trem da minha vida
Ela é a única passageira, eira, eira
Na saudade
Todo carinho é longo
Dentro do peito
Mora o abrigo
Mora o sorriso
De fora também
Na rua
Anda gente
Morre gente
Nasce gente
Gente por todo
O longo caminho
Até onde vivo
Com minha companheira
Mas logo cedo
Chega a hora da labuta
E só ela
Engana meu cansaço
Com a mão
Na mesma marcha forte
Que puxa o dia até sua morte
Lá no anoitecer
Ela é minha companheira
Sem ela a vida é
Eira nem beira, eira eira
No trem da minha vida
Ela é a única passageira, eira, eira
PABLO ALCANTARA 7/22/2003 02:12:58 PM
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O sucesso - O sucesso chega engravatado. E é engraçado como imbecis no mundo todo se empacotam no formato paletó e gravata. Todos os dias. É quase como se fosse o uniforme do super homem. "Sou melhor assim", parecem repetir. Eu não tenho nada contra a peça, a gravata. É mesmo só um pano amarrado no pescoço. Eu só acho ridículo o significado que se supõe com o uso do negócio. Mas o que eu acho mais ridículo é acreditar nesse significado. Sempre achei patética a crença de que a "roupa que eu uso indica quem eu sou na sociedade". Do mesmo jeito que um médico usa branco, um desossador de bovinos no frigorífico, também. Afinal, no final, ambos trabalham com carne e sangue. E pra mim, isso é muita falta de originalidade. Advogados no tribunal são tão uniformizados quanto garis alaranjados na rua. Só muda o ofício, e a dignidade de um não é menor que a de outro. Pelo contrário, o gari laranja limpa o que o civilizado engravatado joga da janela do carro. Outra coisa que depõe contra o uso da gravata é os próprios usuários. Só tem gente boa: advogados, políticos, jornalistas, executivos, pastores, seguranças, palestrantes, mafiosos e gerentes de banco. A lista é grande e mal falada. Acredito na boa fé do menino de rua, do mendigo, mas não na do engravatado. Porque o sucesso, o sucesso usa paletó e gravata. Ele sai na edição da veja toda semana. O sucesso é o empresário que enche o cu de dinheiro abrindo uma nova fábrica de suco de laranja em Nova Iguaçu (ou alguma outra cidade que rime com). Nas fotos, aparecem pomposos. Ele emprega mais de dois mil trabalhadores, direta e indiretamente. Entre eles, Juvenal. Juvenal tem alguns tantos filhos, que são a sua única razão do despregar de remelas dos olhos na manhã fria. È uma batalha. Juvenal colhe laranja, sua mulher, Maria, por sua vez, veste laranja, é gari. Juvenal e Maria nunca irão no programa do João Dória Junior, um engravatado. O sucesso deles é diferente, chega alaranjado.
PABLO ALCANTARA 7/22/2003 02:01:23 PM
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Segunda-feira, Julho 21, 2003
Fanta laranja
- E o que o Sr. vai beber, meu Senhor?
- Ce tem Fanta laranja?
- Não, tem Sukita
- humm, ah, me traz uma Soda...
É sempre assim, devolvo a primeira pergunta com a mesma pergunta. E sempre, quase sempre, escuto a mesma resposta. Imagina então se pedisse Fanta Uva? Que é o que vou fazer agora.
PABLO ALCANTARA 7/21/2003 04:49:09 PM
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Sábado, Julho 19, 2003
Do universo das paixões, amor assim é supernova - Passei a manhã ouvindo o Cosmotron, o novo do Skank. Maravilhoso.
E essa frase aí embaixo me fez ouvir a musica uma dezena de vezes.
"Nosso amor é agressivo no seu impeto lascivo, de amizade escarnada no desejo". - Supernova, música antológica que abre o disco.

PABLO ALCANTARA 7/19/2003 11:37:53 AM
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Quarta-feira, Julho 16, 2003
Comentários - Parte final - Tá bom, eu exagerei em retirar os comentários. E de nenhuma forma quero afastar - pelo contrário - meus amigos (os militani, o magrelo, e o pessoal dos outros blogs) e familiares (pereiras em geral, eventuais rangeis, e ficaria feliz se um dia aparecesse algum alcântara). Mas também ainda acho que "...os Comments como uma forma rápida, constante e divertida de eu manter contato com amigos e minha família. O negócio é que qualquer um pode escrever e nem mesmo se identificar. Coisas como nomear-se como "Eu", ou qualquer outro pronome que não identifique...". Enfim, a lua esses dias tava cheia, e eu ( e o Leandro amigo do Gualter) como sou primo do Lobisomem da Roque Santeiro*, fico meio sinistro e tomo atitudes incrivelmente impulsivas.
*Rui Rezende - o professor Astromar Junqueira da novela
PABLO ALCANTARA 7/16/2003 06:38:41 PM
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Pra Nina -
Sua voz, minha poesia
Quando ela me fala com a voz mais mansa
abro os meus braços e em um laço
ajeito o nó de nossos corpos
Quando ela canta e me encanta sem som
marco a batida do meu coração
pulso na melodia de sua voz
Quando ela me desafia com tom de guerrilha
cavo trincheira na resposta mais óbvia
envio uma granada de beijos
Em seus braços
Anseio o silêncio
que precede a sua voz
e todo após
na reticência
de seu suspiro
Chego em casa
tento canta-la
com a benção do violão
insito no trecho
que rima com a palavra Marina:
amor
PABLO ALCANTARA 7/16/2003 04:11:42 PM
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Eu e o lago - Já chegou na beira de um lago bonito, de água clara? A água parada parecia que nem queria sair dali, mover-se no agito de qualquer ação? Pois é, mas uma folha seca que cai na sua superfície, ou pior ainda, uma pedra atirada, faz a água reagir rápido, empurrando pequenas ondinhas pra todos os lados. Em um impulso. Depois tudo volta como era antes, e até uns peixinhos azuis , que se assustaram, voltam a nadar ali embaixo. Acho que o lago faz isso porque quer semrpe manter a paz daquele instante anterior. Eu, como ele, ainda não aprendi a não-reagir, mesmo quando de um modo tão sutil e banal, perturbam a paz da superfície de nossas águas.
PABLO ALCANTARA 7/16/2003 04:01:33 PM
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Segunda-feira, Julho 14, 2003
Comentários - Segunda parte - Ta bom. Eu vou voltar com os comentários (apesar de não saber como fazer isso). Recebi reclamações por e-mail instantâneas depois de retirar os comments. Mas por favor, peço que todos se identifiquem..
PABLO ALCANTARA 7/14/2003 05:55:04 PM
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Comentários - Sempre vi os Comments como uma forma rápida, constante e divertida de eu manter contato com amigos e minha família. O negócio é que qualquer um pode escrever e nem mesmo se identificar. Coisas como nomear-se como "Eu", ou qualquer outro pronome que não identifique quem foi o cretino ou simplesmente o filha-da-puta que faz comentários sem por a cara a vista vai me obrigar a retirar os comments desse blog. Quem me conhece sabe que não admito brincadeiras desse tipo ou muito menos insinuações. Coisas como ligar pra casa dos outros e não dizer o nome, ficar calado ouvindo a pessoa falar. Esse não é o caso, mas prefiro conhecer as pessoas que me guardam no cérebro. Esse tipo de contato ninguém precisa e eu, pessoalmente, quero distância. Isso não é afeto. Quem gosta de fã-clube é cantor sertanejo ou pagodeiro. Sei bem quem são as pessoas que amo e isso já me basta.
A partir de agora, comentarios para : pabloalcantara@globo.com
PABLO ALCANTARA 7/14/2003 02:23:25 PM
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Enxaqueca - Sábado último eu justifiquei o nome desse blog. Há muito tempo eu não tinha enxaqueca e nesse dia tive. As mesmas falhas na visão, enxergando as coisas pela metade e até mesmo alguma confusão mental. O pior é que tudo aconteceu lá pelas 23h30 e eu tava no trabalho. O alívio foi que pelo menos não vomitei, e nem mesmo senti uma dor tão forte. Graças a Nossa Senhora da Abadia da Água Suja. Brigado.
PABLO ALCANTARA 7/14/2003 02:07:09 PM
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Sexta-feira, Julho 11, 2003
Por falta de linhas - Naquele dia tudo que era água virou uma imensa bola de chiclete. Se todo começo tem um começo que o comece, por falta de linhas, vamos escolher um começo mais próximo do fim pra contar essa história. Mas se bem que poucas coisas como um rio, o dia, picolé, chegam ao fim, porque são coisas que ainda não conseguiram reciclar. Existe uma ilha em que vista de fora a água é verde e de dentro, ela também é verde mas um verde mais verde porque não tem o céu azul pra refletir. Lá vive o Rodolfo, um cavalo marinho. Mas ele não é verde, é amarelo. È engraçado ele ter esse nome porque pra mim todo cavalo marinho se parece com o Rodolfo Valentino, um ator de cinema de filmes sem cor. E as mulheres dos cavalos marinhos (qual o modo certo de dizer? Cavalas marinhas? Éguas-do-mar? Cavalos marinhos fêmeas?) se parecem com a Dercy Gonçalves, na época em que ela já era velha e também fazia filmes sem cor. Mas enfim, o Rodolfo resolveu um dia fazer uma bola de chiclete gigante. Desde pequeno ele como todos os outros, ouviram o recado dos pais: "filho você pode até conversar com gente estranha, mas nunca faça uma bola de chiclete!". Assisti a explicação para esse alarde, uma vez, no Discovery Channel. É que como os cavalos marinhos têm uma boca muito bicuda, eles têm a capacidade de fazer bolas de chiclete imensas! É como se tivessem na boca um treco de encher pneu de bicicleta. Mas enfim, o Rodolfo resolveu um dia fazer uma bola de chiclete gigante. Se todo começo tem um começo que o comece, por falta de linhas, vamos escolher um começo mais próximo do fim pra contar essa história. Naquele dia tudo que era água virou uma imensa bola de chiclete.
PABLO ALCANTARA 7/11/2003 06:08:16 PM
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Quinta-feira, Julho 10, 2003
Eu menino veio me visitar - Ontem eu menino veio à noite e me puxou a orelha. Eu menino me sorriu horizontal e disse que eu era bobo. Ele riu. Depois, sentou ao meu lado pra eu deitar a cabeça no meu ombro menino. Na sabedoria de menino ele nem disse nada, mas fechei os olhos e me lembrei da paz que vive dentro de mim. De repente o eu menino falou, meio como gente grande: "Quando a gente cresce fica besta. A razão é que é fácil rir dos outros, mas às vezes a piada não é sobre os outros, é sobre você. E quando você não pode rir de si mesmo, você fica sério, fica tenso. Ao invés de ficar jocoso, você fica sério. Um bobo sério". Bem, não há nada que eu possa ensinar ao eu menino. Ele virá. E quando o por do sol aparecer, ou a estrela mais bonita do céu, eu vou deixar cair uma lágrima pra ele aprender o quanto tudo é bonito. O menino virá me ensinar a viver.
PABLO ALCANTARA 7/10/2003 03:14:00 PM
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Registro - Só queria registrar que no último final de semana aconteceu a entrega do prêmio do 1o Concurso O garoto Enxaqueca. O felizardo foi o Sr. Gualter Militani Bobinho e Meio da Cunha. Parabéns Gualter, a você e sua família, e participe das próximas promoções.
Vem aí a Gincana da Enxaqueca, aguardem!
PABLO ALCANTARA 7/10/2003 02:54:32 PM
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Terça-feira, Julho 08, 2003
Toninho Horta e as aulas com o Bola 7- Quando eu tinha 14 anos, estudei música com um professor que se chamava Bola 7. Era um tipo de BB King, só que mineiro. As aulas eram sacais mais correspondiam à minha vontade de aprender, finalmente. Estudei só uns dois meses, acho que nem isso. Não tava adiantando nada, e a minha ansia de sair tocando e principalmente compondo (quando eu percebi que se não existisse uma canção que me agradasse e dissesse aquilo que eu queria ouvir, eu mesmo poderia faze-la) era maior. Alem disso, ele tava me enrolando. Percebi isso, quando um dia eu calangava no violão (que é como o João Bosco chama qdo vc fica tocando coisas aleatorias quaisquer, e daí, acaba saindo alguma nova) e ele disse pra eu parar, que aquilo atrapalhava.
Bom, mas o que quero falar mesmo é sobre o Toninho Horta, guitarrista mineiro, e pra quem não conhece, da turma do Lô Borges, Clube da Esquina, etc.. é que o Bola 7 era fã do Toninho Horta. E uma das coisas que aprendi nas minhas aulas com o Bola 7 foi: melodia são as notas tocadas uma após a outra, e harmonia são as notas tocas conjuntamente. O Toninho Horta é mestre na harmonia. Único. Não tenho medo de dizer que no mundo ninguém toca como ele.
ton
PABLO ALCANTARA 7/8/2003 05:55:29 PM
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