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Segunda-feira, Junho 30, 2003
Esbugalhado, ora pois! - Essa é na verdade a minha cara quando me alimento com Bolo de banana da Nina. Os meus olhos realmente saltam para fora orbita.

PABLO ALCANTARA 6/30/2003 07:18:18 PM
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Sexta-feira, Junho 27, 2003
Meus bons amigos - O Dr Shimeichel tá muito influente. Cada vez mais ele ganha respeito no mundo black. Pra vocês terem uma idéia de quanto esse meu amigo é poderoso, olha ele nessa foto no meio de George Clinton e James Brown.
Além disso, o Aldir "Migão", posa de mano ao lado de ninguém menos treta e truta do que o próprio Mano Brown, dos Racionais M´cs.

PABLO ALCANTARA 6/27/2003 02:21:27 PM
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Quinta-feira, Junho 26, 2003
Boa demais da conta -
Amor de Índio
(Beto Guedes e Ronaldo Bastos)
Int.: A7+ D7+
A7+ D7+ A7+ D7+
Tudo que move é sagrado e remove as montanhas com todo cuidado, meu amor
A7+ D7+
Enquanto a chama arder, todo dia te ver passar
A7+ D7+ A7+ D7+
Tudo viver a teu lado com o arco da promessa no azul pintado pra durar
A7+ D7+
Abelha fazendo mel vale o tempo que não voou
A7+ D7+
A estrela caiu do céu, o pedido que se pensou
F#m E Bm E
O destino que se cumpriu de sentir seu calor e ser todo
F#m E Bm E
Todo dia é de viver para ser o que for e ser tudo
A7+ D7+ A7+ D7+
Sim, todo amor é sagrado e o fruto do trabalho é mais que sagrado, meu amor
A7+ D7+
A massa que faz o pão vale a luz do teu suor
A7+ D7+ A7+ D7+
Lembra que o sono é sagrado e alimenta de horizontes o tempo acordado de viver
A7+ D7+
No inverno te proteger, no verão sair pra pescar
A7+ D7+
No outono te conhecer, primavera poder gostar
F#m E Bm E
No estio me derreter pra na chuva dançar e andar junto
F#m E Bm E (A7+ D7+)
O destino que se cumpriu de sentir seu calor e ser tudo
Alberto de Castro Guedes, Beto Guedes, nasceu em Montes Claros MG em 13 de Agosto de 1951.
PABLO ALCANTARA 6/26/2003 02:47:27 PM
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Terça-feira, Junho 24, 2003
História de dois meninos sem sonhos - Eu vi dois meninos pé no chão de tão pobres de sonhos. Toda a gente grande que passava por perto tinha medo. Os pequenos marcados como gado com as cabeças raspadas. Tiram-lhes os sonhos e por que não, até o pranto. É preciso deixar logo a infância pra trás, virar homem. Não pense que os sonhos voltam, eles não morrem, é certo, mas se apagam. E eu vi dois meninos sem brilho nos olhos. Tive medo de um dia perder a força que nos leva a sonhar. Acordei o menino que não morreu dentro de mim e ele se assustou. Tive medo como toda a gente grande que invadissem meu espaço. Soltos como dois cachorros sem dono, os meninos ladravam palavrões em voz alta. O som de cada palavra me deixava triste e lembrei que um abraço é bom. Será que esses dois têm braços pra se aninharem? Sem um casulo que lhe proteja a lagarta não pode sonhar ser borboleta. E eu que livre ando pelas ruas, longe dos braços que me aconchegaram menino, lembro do sonho de ter um filho. Ninar cada choro, velar cada sono e fazer do amor matéria-prima dos sonhos. Mas aquele dois apenas rosnavam. Qual remédio pra tanta raiva? Quantos abraços que lhes tragam sossego? Eles se foram, andarilhos de uma trilha que já começa sem destino certo. Errantes, sem sonhos que lhes dê um norte. Assim não dá, por um instante não consegui ir adiante. Coma tristeza de quem se vê impotente, parei e sentei durante o meu caminho. Sonhei: esses meninos precisam de sonhos!
PABLO ALCANTARA 6/24/2003 02:00:40 PM
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Segunda-feira, Junho 23, 2003
Sê da puta!! - Esse aí na ilustração abaixo é o Seu Dito. Ele é marido da Dona Nenê. Morei na casa dos dois na quando trabalhava em Araxá. Nem parecia uma pensão, era com o viver com tios. Ele se chama Benedito, é funcionário público aposentado e o esporte favorito é ver TV. A caricatura é do Reizim, ou melhor, do Rinaldo, um cara que também morou lá e além de tocar umas musicas muito desconhecidas no violão desenhava todo mundo em guardanapo de boteco.
PS. Aproveito pra mandar um abraço pro Danubio e pro Marcelo, valeu velhinhos.
Esse texto abaixo foi escrito quando ainda morava lá na casa do Seu Dito. Foi publicado no Fezes, o Blog, que eu e o Dr Shimeichel mantinhamos. Qualquer semelhança com pessoas e fatos não é mera coincidência.
O Senhor Bungle e seu reality show
"O cidadão comum se defende todo santo dia da degradação. O Senhor Bungle, não. Sua pança gigante certamente incomoda o campo visual de qualquer expectador menos atento. Ele grunhe e arrolha deitado velho em seu velho sofá. É um bicho agressor, definitivamente. E, dia desses, ele soltou dois potentes flatos, que ainda vieram acompanhados de um gemido aliviado. O Senhor Bungle e seu inseparável controle remoto. Coisa de velho quando a vida não tem pra onde ir e nada novo pra se ver. O homem e sua eterna necessidade de controle. Seu medo de deixar a vida fluir, como fezes que saem do ânus na hora certa. Mesmo que às vezes a andança da vida desande em diarréia. Ela sabe seu tempo. Mas enfim, voltando para o nosso personagem. Venho estudando o Senhor Bungle há pouco tempo. Para isso, me mudei para a pensão de sua esposa, Miss Baby. Lá tenho um quarto onde posso ler sem ser incomodado. Mas, acima de tudo, aproveito para destilar a cada momento as razões que levaram àquele homem se tornar um exemplo de escatologia ambulante. E tenho obtido sucesso. Conviver tão próximo desses casos sempre é eficaz e real. É bom lembrar, acompanhar a vida de Senhor Bungle é presenciar o verdadeiro 'reality show'. Com o Senhor Bungle a vida é real. Com verdadeiros aromas e trilha sonora. Sendo assim, arrote no momento que quiser, Senhor Bungle. Não há o momento certo. Isso, deixe fluir sua escatologia.
Nas próximas semanas continuarei lhes transcrevendo minhas observações acerca do comportamento de Senhor Bungle. Mais uma vez, bem vindo ao mundo escatológico."
Dr. Raul Bukowski
Filósofo visceral e gastroenterologista
PABLO ALCANTARA 6/23/2003 02:30:09 PM
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Quarta-feira, Junho 18, 2003
Delícia -
Bolo de banana da Nina: é a minha mais nova comida preferida!
PABLO ALCANTARA 6/18/2003 03:33:04 PM
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Terça-feira, Junho 17, 2003
Carpe Diem - Essa é mais uma história, como muitas outras histórias de adolescentes e suas bandas. A semelhança é que quase não saímos da garagem, a diferença é que sempre fomos bons. A Carpe Diem nasceu assim: o Marcelo escrevia umas coisas e eu tocava violão. O Gualter era nosso amigo de infância. Quando a gente era moleque, ele costumava fazer do sofá lá de casa sua bateria, e a trilha sonora dessa época era Iron Maiden e Sigue Sigue Sputnik (!). Depois de um tempo sumido, encontrei o projeto de baterista na Praça da Prefeitura, em Uberlândia. Com o cabelo grande e desgrenhado ele também comprava uns badulaques de um riponga. A gente conversou e as afinidades musicais resurgiram, e ali fiquei sabendo que ele até já tinha tocado em uma bateria de verdade.
Com algumas músicas prontas, as letras do Marcelo devidamente escorridas em melodia e harmonicamente tocadas por mim, como uma espécie de blues-grunge-acústico-com-violão-de-cordas-de-nylon, a gente resolveu que era hora de eletrificar. Desse jeito, eu até colocaria minha recém guitarra preta com captadores EMG ativados (repetia isso pra todo mundo) pra funcionar, saindo de dentro do meu quarto. Marcada data, hora e local, parti com o Marcelo pra casa do baterista. "Ele pegou a bateria emprestada, mas vai comprar uma", recebi a garantia e a informação. Como o acaso sempre é uma história já escrita e muita bem escrita, o fato é que o Gualter era o tal baterista, e os babacas ficaram se cumprimentando, "poxa, é você então?", "ah! eu conheço ele!". Depois veio o Lucas, meu primo e amigo de infãncia dos outros, pra tocar guitarra. Depois veio o Anderson, o mais experiente, tinha até já tocado no UTC, num festival de bandas de Heavy Metal. Ele tinha um baixo, um amplificador e várias tatuagens nos braços. A gente finalmente era uma banda, com direito a Carpe Diem pintado no bumbo. Festival a gente participou também, no London. Todo mundo bebeu muito e resolvemos tocar duas músicas próprias pra desespero do proprietário. O Marcelo falou ao microfone que ia fuder o lugar aquela noite, eu não achava o controle de volume no amplificador e fiquei sem retorno, o Lucas parou de tocar e decidiu limpar o nariz e o Anderson sentou no amplificador e tocou tranquilo. Se a gente nunca gravou nenhum cd além de nossas dezenas de fitinhas cassete, isso não nos diminuiu. Afinal, qualquer um grava cd hoje em dia. Se a gente não fazia vários shows tocando covers chupados de rádio, vestindo camiseta cavada e usando óculos escuros e topete descolorido, é porque a gente nunca foi medíocre. A gente sempre foi bom, e azar de quem não nos conheceu. A Carpe Diem é uma lenda, entrou pra história. Olha só, quem nunca assistiu a banda tocando Portas do Inferno, última música de todos os ensaios, quando o quartinho nos fundos da casa do Marcelo já tava a luz de velas, não sabe o que perdeu. Que pena dessa gente. Essa gente que nunca saiu do quartinho ao som de "Sai fora pum". A musica era o aviso de que o ambiente infectado. A Carpe Diem nunca acabou. Nem acabou oficialmente porque também nunca existiu oficialmente. Viva as rodadas de tererê após os ensaios! Carpe Diem.
abaixo, a foto (em tamanho gigante mesmo!)de três dos cinco integrantes da Carpe Diem. Em sentido horário, Gualter, de óculos escuros, Pablo e Lucas.

PABLO ALCANTARA 6/17/2003 04:20:56 PM
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Sábado, Junho 14, 2003
Para minha mãe -
Seu menino
às vezes chora
com a força que aprendeu
com você
Seu menino
quer segurar na sua mão e
andar pelas ruas
Lembra quando
me levava às compras?
No Centro da cidade
ir ao banco
depois à loja de brinquedos
Juntos enfrentar
os carros
e o rio de povo estranho
Seu menino
sempre ama
com a condição
de não ter volta
não ter fim
aprendi com você
Sei que todos estão aqui dentro
e nossa felicidade não depende
da distância
cada um tem seu caminho
e você sozinha
espera
Seu menino
só não aprendeu
a segurar o choro
quando sente saudade
de você
PABLO ALCANTARA 6/14/2003 12:29:23 PM
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Concurso o Garoto Enxaqueca - O final do Gualter - Depois de alguns pedidos, o final do Gualter. Apesar dele ser cruzeirense, já devo dizer que gostei muito. Ô Gualter, se prepara que seu carão vai sair aqui no blog.
"Nesse momento, depois de horas de viagem e cansaço, lhe bateu uma dor de barriga tremenda, desperado entrou no carro e saiu numa carreia só, não conseguindo mais segurar parou o carro e correu pro mato, mas na hora H o cocô virou e disse - Porquê eu haveria de sair aqui nesta história. Fim. Hahahahahahahahahahahah!!"
PABLO ALCANTARA 6/14/2003 12:07:07 PM
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Sexta-feira, Junho 13, 2003
Concurso O Garoto Enxaqueca - Prorrogado - Hoje era o dia da divulgação do resultado do Concurso pra terminar o conto A Fuga. Mas parece que a letargia ou a simples falta de empolgação com o evento fez com que quase ninguém enviasse nada. É por isso que esse povo é meu amigo. Coisas em comum.
Mas a gente não é um bando de morto não, e o Tefo honrou a casa.
Ele foi o único que enviou a sua versão do conto. E por ele, eu resolvi prorrogar o prazo. Lá vai mais uma semana pra vocês resolverem tirar as devidas bundas magras do sofá e escrever alguma coisa. Quem sabe, depois que o Tefo abriu a fila, alguem mais vem junto.
Abaixo, o final do Tefo. Valeu camarada! (só não vou madnar a parte do premio em dinheiro, como vc sugeriu, porque não valeria a pena, é pouca grana).
Final do Tefo
...?e por que eu haveria de...?? a pergunta não saía de sua mente.
Quando já estava pegando a rodovia de novo, pensou que só a velhota não
haveria de pagar sozinha pelas dores de cabeça e raiva que sentia agora.
Voltou até a cidadezinha, parou o carro no começo da cidade, abriu o
porta-malas e pegou uma barra de ferro. Procurou o velho a quem pedira
informação primeiro. Ele continuava sentado no mesmo lugar que estava antes.
Não deu tempo para ele perceber nada. Tacou-lhe a barra na cabeça, abrindo
um corte do começo da nuca até a testa. O velho caiu desacordado no meio da
calçada, junto á uma poça de sangue. Constatou que o mesmo ainda respirava,
então seguiu até a farmácia. O balconista o reconheceu e estranhou os seus
olhos. Estavam injetados de sangue. Ele desferiu mais um golpe, que pegou
primeiro no balcão de vidro e depois lançou estilhaços de vidro no rosto do
balconista, que tentava se proteger com as mãos na frente do rosto. O
segundo golpe acertou o balconista na testa e ele caiu desmaiado. O
forasteiro voltou para o seu carro. Ninguém tinha visto o que fizera. Quando
já se dirigia para a estrada novamente, uma viatura passou por ele, com a
sirene ligada. Um matuto, no meio do caminho, vendo passar a viatura e
depois uma ambulância, o parou e perguntou com viva curiosidade:
_ O sr. Sabe o que aconteceu na cidade?
Ele primeiro disfarçou um sorriso de satisfação, depois emendou:
_ Por quê eu haveria de saber?
PABLO ALCANTARA 6/13/2003 03:05:09 PM
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Quarta-feira, Junho 11, 2003
A sede do pescador Dr Shimeichel, pega essa aí pra fazer musica. Vamos fazer isso às claras, faz a musica aí que a gente coloca um trecho aqui no blog ou então um link pros amigos. Todo mundo vai acompanhar o andouro da canção.
De um retalho
Faço um fio
Destilo o suor do cansaço
E o peso
Entre os suspiros
É um murro
Um soco na mesa
Todo dia é assim
E quem vai cuidar de mim
Se Deus me confia o leme
Mas fica com a onda
E tenta me lançar ao mar
Arrota um vento pra me embriagar
A fúria do peixe
Preso ao anzol
É do pescador
O peixe só luta
Eu só luto
E insisto em não ser fraco
E meu braço
Lança a rede
Feita de um retalho
Fio a fio
Escorre a aguardente
Semente leve da minha força
Tão brisa
Perto do sopro que o soco
Desfere no ar
E voa
Ao léu
Na noite,
a mulher me espera
em seu fim
com um beijo seco
da água salgada do mar
devolvo a ela
a calma
do olho de peixe
morto
E entre seus suspiros
Devolvo a ela o peso
Da onda do mar
À noite volto a ela
De dia, volto ao mar
PABLO ALCANTARA 6/11/2003 01:51:33 PM
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Segunda-feira, Junho 09, 2003
Primeiro Concurso O Garoto Enxaqueca - Quadro geral - Até agora recebi só um e-mail. E como eu disse antes, vou divulgar qualquer coisa que me mandarem.
A Cris Gorda, menina que nas minhas horas não vagas me faz assumir o papel de irmão, enviou o seguinte:
"Nesse momento, por que eu haveria de escrever um outro final
pra esse conto tão jeca?
kakakakakakakakakakkakkaakakakakakakakakakakakakakakakakkaakka
kakakakakakakakakakakakakkakakakakakkakakakakakaka....."
Assim, não vai dar.
PABLO ALCANTARA 6/9/2003 02:25:41 PM
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Sexta-feira, Junho 06, 2003
Primeiro Concurso O Garoto Enxaqueca - O negócio é o seguinte, depois de vários e-mails, coments, cartas, sinal de fumaça e pombo correio reclamando do conto do "por que eu haveria de...", que o final era sem tchan, que era jeca, que eu tava com preguiça de terminar, que eu fiz nas coxas, que eu devia parar de escrever, que eu sou um babaca, que eu deveria tomar sol pra pegar uma corzinha, cortar o cabelo e fazer a barba, encontrei uma solução pra questão. Bom, primeiro, por que eu haveria de fazer um final com algum tchan, depois por que eu haveria de não ser jeca? Segundo, não vou reescrever o negócio e acho que aquele final, mesmo que sem sal, foi o único que coube no momento. E escrever é isso.
Então, resolvi abrir o Primeiro Concurso O Garoto Enxaqueca: reescreva o final do conto A Fuga e ganhe prêmios.
Só serão aceitos continuações a partir da frase: "Nesse momento, depois de horas de viagem e cansaço...", inclusive utilizando-a.
Não divulgarei os brindes e prêmios no momento, mas podem ter certeza que chegarão até a sua casa ou receberão das próprias minhas mãos de mim mesmo.
Hoje é dia 6 de junho, sexta-feira, as escrevinhações devem ser enviadas ao e-mail pabloalcantara@globo.com até o dia 13 de junho, sexta-feira 13 e dia de Santo Antônio.
Todos os finais que me forem enviados serão postados no O Garoto Enxaqueca, todos poderão dar pitaco e a escolha será baseada na opinião de ninguém menos do que todo mundo.
um beijo bem babado nas bochechas de todos vocês!
PABLO ALCANTARA 6/6/2003 02:24:17 PM
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Terça-feira, Junho 03, 2003
A fuga Ele chegou na pequena cidade e logo foi procurando uma placa. O nome do lugar, não encontrava. "Como se chama isso aqui?", perguntou a um velho sentado no meio do caminho. "Por que eu haveria de te dizer?", respondeu. Se não era falta de educação, levou em consideração a brejeirice do senhor. "Deve ser doido, cidade pequena é cheio de gente louca", pensou. Entrou na farmácia e pediu um analgésico. Dirigiu quilômetros com o sol contra os olhos e tinha muita dor de cabeça.
- Por que eu haveria de vender um analgésico?, perguntou o balconista.
- Isso aqui é uma farmácia ou não é?, já se irritava o forasteiro
- Por que haveria de ser uma farmácia?
- Tá cheio de remédios aqui, e pelo que sei, um açougue não venderia tantos remédios. E então, tem um analgésico?
- Não, disse o balconista, lacônico.
"Terra de gente louca, buraco do inferno"!. O forasteiro, irritado, resolveu procurar outra cidade. Afinal, "por que não haveria de ter outra cidade alguns poucos quilômetros à frente", notou a ironia da pergunta, e até riu. Procurou a saída da cidade. Voltou por onde veio, passou por onde passou, e nada. Deu voltas, não encontrava a saída. "Por que haveria de não perguntar pra outro cidadão dessa terra de gente doida", riu de novo da frase que disse, aliás, já achava uma piada tudo isso. Uma história pra contar aos amigos. Na esquina, uma senhora varria a calçada.
- Por favor, como faço pra pegar a saída da cidade?
- Ó, eu não sei te falá direito, sou meio atrapaiada com essas coisa, mas meu filho deve de sabê.
- Ah, que bom. E cadê seu filho?
- Por que eu haveria de lhe dizer onde meu filho está?, Disse a senhora em bom português.
- Ah! Sua velha! Passa aqui que eu vou te matar! Não agüento mais esse negócio de "por que eu haveria", vocês tão brincando com a minha cara? Que brincadeira é essa?
- Seu moço, mas por que eu haveria de brincar com vossa cara?
Nesse momento, depois de horas de viagem e cansaço, uma situação absurda seria o ingrediente que faltava pra levar o forasteiro à completa insanidade, mesmo que momentânea. Então, ele tira um dos sapatos e começa a bater na velha. Seria um sacrilégio o espancamento se a mulher não fizesse por merecer ao repetir seguidamente: "Por que o senhor haveria de espancar uma idosa?! Mas por que?".
Deixou a velhota desacordada na calçada, entrou no carro, seguiu a rua em linha reta e descobriu, obviamente, o fim da pequena cidade. Fugiu. E por que haveria de se arrepender de tudo, de tudo mesmo!? Ele fugiu. Fugiu como foge alguém que responde a uma pergunta dizendo: "e por que eu haveria de...?".
PABLO ALCANTARA 6/3/2003 02:47:56 PM
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