O Garoto Enxaqueca

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Sexta-feira, Maio 30, 2003

Tchau, Leda -
A Leda se foi, deve estar agora no paraiso daas tartaruguinhas dágua. Aqui, um texto que escrevi um dia e por acaso, encontrei hoje.

Não é possivel. Por que ela se finge de morta? Será que ela sabe que eu fico aqui, tão perto, preocupado, observando? Os seus pezinhos, se assim nadadeiras podem ser chamadas, ficam relaxados. Cada movimento é calculado, até os aceninhos que me envia quando quer chamar a minha atenção. Mas ela mal sabe: olhar pra ela é a primeira coisa que faço ao chegar em casa, abrir a porta. Mas quase sempre, ela me esnoba fingindo de morta. Bóia e depois fabrica uma bolha, pra dizer que sou bobo. Agora fica lá, escondida sobre as pedras. Às vezes eu acho que meu único atrativo é o Gammarus Lacustre, aqueles pequenos crustáceos que vivem nas águas geladas da Sibéria, e que ela se alimenta. Quando ela se esconde dentro do casco, nada meu amigo, a tira de lá.
PABLO ALCANTARA 5/30/2003 04:02:48 PM

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Quinta-feira, Maio 22, 2003

O Humor - Postado pelo Pablo Clown

O humor é a vitória de quem não quer concorrer (Millôr Fernandes).

O humorista é um forte bom, vencido, mas sobranceiro à derrota (Alcides Maia).

O humor tem não só algo de liberador, análogo nisso ao espirituoso e ao cômico, mas também algo de sublime e elevado (Freud).

O humorismo é o único momento sério e sobretudo sincero da nossa quotidiana mentira (G. D. Leoni).


PABLO ALCANTARA 5/22/2003 03:08:08 PM

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Quarta-feira, Maio 21, 2003

Malandragem de outrens causa catarse nervosa de fim de dia - Olha eu odeio, repito, eu odeio seres que querem levar vantagem e abusam da cara e da boa vontade alheia. São seres microscópicos, por isso irrelevantes, mas quando eles sugam seu sangue e fazem valer sua existência inútil pela canalhisse e cafagestagem e malandragem, eu fico nervoso. É sério. Quem me conhece sabe que raramente fico nervoso. Mas, ás vezes, como hoje, um idiota que você sempre tratou friamente, vem no fim de um dia de trabalho, pede sua caneta emprestada, você deixa claro que quer ela de volta, e mesmo assim, ele vai embora sem dar satisfação. Essa situação ilustra o quanto tenho raiva de malandragem. Isso já me faz lembrar os políticos e a política.
PABLO ALCANTARA 5/21/2003 07:46:03 PM

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Terça-feira, Maio 20, 2003

Vocês já compraram o Ventura, dos Los Hermanos, pra vocês? Popularismos, o mito do vencedor, a sorte, o azar, e a felicidade na voz dos Los Hermanos.

"O medo de ser popular é uma vergonha."
MARCELO CAMELO, 25, vocalista, guitarrista e compositor dos Los Hermanos

"É ingenuidade achar que o sucesso deve ser sempre castigado."
RODRIGO AMARANTE, 26, também vocalista, guitarrista e compositor

"Parece que o vencedor tem que ser o que burlou algo, enganou alguém..."
CAMELO

"...O que teve mais sorte, ou que tem pai famoso..."
AMARANTE

"O disco se chama "Ventura" por isso. Ventura é a sorte, seja ela boa ou má. Lançamos e entregamos a vocês."
BRUNO MEDINA, 24, tecladista

"O nome mostra tudo, é romântico e quer dizer também felicidade. Só há felicidade se houver risco."
AMARANTE

Recente entrevista da banda ao Jornal Folha de São Paulo

"É como se, guardadas todas as proporções devidas e necessárias, Chico Buarque e Caetano Veloso fossem jovens em 2003 e se portassem não mais como rivais, mas companheiros dentro de uma mesma banda. Esse é o tempo esquisito em que vivem Los Hermanos: diferenças de visões de mundo e modos de pensar já cabem dentro do espaço limitado de uma pequena banda de rock e MPB."

Trecho da crítica feita pelo mesmo jornal sobre o novo disco da banda, citando a parceria Amarante/Camelo



PABLO ALCANTARA 5/20/2003 02:56:25 PM

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Segunda-feira, Maio 19, 2003

Baba Ovo - Número 2 - Hoje - e em algum dia da década de 70 - o céu parece um pouco diferente. Dezenove de maio não é um dia qualquer na minha vida. Foi nessa data que nasceu a Flávia, a outra parte das minhas duas irmãs antológicas. Ela é cientista e eu nem posso acreditar. Ela também é alquimista com seu bolo de cravo/maça e suas cartas adivinhatórias. Nem posso acreditar. E ela tem vários lugares do mundo na palma de sua mão. Mal posso acreditar nisso tudo. Ela é a única da família a ter dois olhos, duas grandes bilocas, de um verde tão verde, que é difícil achar um olho de verde tão verde. Lindos. E eu com meus olhos que nem sei a cor, mal acredito. Se não bastasse, ainda tem nas mãos branquinhas o talento de escrever e desenhar. Dá pra acreditar? Levo mesmo a crença que sou um dos irmãos mais sortudos do mundo, a raspa de um tacho de ouro. Mas sabe o que eu mais acredito? É que a Flávia pode fazer qualquer coisa. Qualquer coisa que ela quiser. Ela pode.
PABLO ALCANTARA 5/19/2003 07:26:10 PM

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Baba Ovo - Número 1 - Hoje o céu parece um pouco diferente. Querem ver talento? Ela é - não tenho dúvida alguma - uma faísca flamejante no escuro, uma onda gigante em uma mar de mediocridade. Quer o bonito em seu dia? Ela é bonita, e o que escreve é bonito, e o que pinta (e borda), colore e cria também é bonito. Tá bem, eu sou suspeito, mas nem toda a suspeita dos filmes de Hitchock ou das histórias de Sherlock Holmes pode desmentir o talento dessa menina. Ela se chama Cristiane, uma das duas minhãs irmãs antológicas. E agora ela colocou esse blog no ar: www.ego-confession.blogger.com.br
PABLO ALCANTARA 5/19/2003 04:00:27 PM

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Fool to Cry - by Jagger/Richards

When I come home baby
And I've been working all night long
I put my daughter on my knee, and she say
"Daddy what's wrong?"
I put my head on her shoulder
She whispers in my ear so sweet
You know what she says?
"Daddy you're a fool to cry
You're a fool to cry
And it makes me wonder why."


PABLO ALCANTARA 5/19/2003 03:00:29 PM

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Sexta-feira, Maio 16, 2003

Crime e Castigo - Ontem, finalmente, cheguei ao fim do Crime e castigo. Comecei a ler o livro ano passado, quando morava em Araxá e depois de andar sozinho pelas vielas estreitas da cidade, á noite, lia o livro. Como era emprestado da biblioteca pública, acabei devolvendo porque tava enrolando demais pra termina-lo. Agora, comprei o livro (aquela coleção capa-dura que custa 11 dinheiros) e depois de ficar impressionado com a literatura do Dostoiewski (a última vez que li o autor, eu tinha treze anos, um livro de contos, uma tentativa de um garoto interessado, mas era cedo), ter febre, só terminei o livro quando recebi um incentivo de uma menina superpoderosa. E valeu muito. Inesquecível. A narrativa é genial, a descrição psicológica dos personagens é um primor. Freud não os explicaria tão precisamente, além disso, nenhuma teoria da psicanálise seria capaz de sugerir o caminho dos fatos que se seguiram e os reais anseios humanos que ali estavam (estão) em jogo.

Ontem, também foi dia de eclipse lunar. Não vejo beleza no fenômeno. A lua escura? A lua tampada? A Terra filha de vidraceiro na frente do sol. Coisa pra astronomia, não pra poesia.


PABLO ALCANTARA 5/16/2003 03:50:36 PM

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Quinta-feira, Maio 15, 2003

Hoje é dia de quem? ¿

Vamos, você que sabe aí.
Fica bom?
É só uma idéia.
Hoje é dia do gerente bancário e do combate a infecção hospitalar.
Poxa, mas amanhã é dia do gari.
Então vamos fazer uma homenagem ao gari anônimo.


PABLO ALCANTARA 5/15/2003 01:57:59 PM

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Quarta-feira, Maio 14, 2003

Eu já morri -

Eu já morri,
Um dia me mataram
Ou me matei
Não sei

O velório foi bonito
Duas coroas de flores
Na do Passado
Estava escrito:
"Lá se foi um grande homem"

A coroa do Futuro
Os últimos visitantes
leram e acharam
meio absurdo:
"Lá vem um Zé ninguém"


PABLO ALCANTARA 5/14/2003 03:55:02 PM

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Frank Sinatra, meus amigos! E o filme do café - Essa não pode passar despercebida. Hoje faz 5 anos que morreu o Frank Sinatra. Ele foi a voz. A voz que cantou algumas das mais belas canções do século 20, compostas por homens tão brilhantes quanto o seu interprete, como George Gershwin e Cole Porter. Ele morreu no dia 14 de maio de 1999, por ironia ou sacanagem do destino, de um ataque cardíaco. Logo ele, que sempre cantou a voz do coração.
Uma das minhas preferidas é I've Got You Under My Skin, escrita pelo Cole Porter. Inclusive me lembro do filme do café, que eu e uns amigos íamos fazer (lembra Felipe?). Depois de muita discussão sobre a trilha sonora e as devidas cenas - lembro que rolou até storyboard - fomos pro apê que eu morava, gravar. Foi um final de semana regado a: lógico, muito café, bate-papo, teorias absurdas, histórias sexuais contendo a Chun Li do videogame, e música. Ao final, pouca coisa do filme foi feita. Teve umas cenas de luta em slow-humano, mas só. A única cena, foi justamente quando o viciado em café (no caso, me, myself e eu mesmo) preparava o café, sorvendo com extrema felicidade o cheiro da substãncia. Isso tudo ao som de I´ve got under my skin.

Então, lá vai essa, pra fazer o dia mais bonito:
Frank Sinatra---I've Got You Under My Skin
Escrevinhado por: Cole Porter

I've got you under my skin.
I've got you deep in the heart of me.
So deep in my heart that you're really a part of me.
I've got you under my skin.
I'd tried so not to give in.
I said to myself: this affair never will go so well.
But why should I try to resist when, baby, I know so well
I've got you under my skin?

I'd sacrifice anything come what might
For the sake of havin' you near
In spite of a warnin' voice that comes in the night
And repeats, repeats in my ear:
Don't you know, little fool, you never can win?
Use your mentality, wake up to reality.
But each time that I do just the thought of you
Makes me stop before I begin
'Cause I've got you under my skin.


Francis Albert Sinatra

PABLO ALCANTARA 5/14/2003 03:36:32 PM

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Terça-feira, Maio 13, 2003

Olha a capa aí - Essa é a capa do Ventura, o terceiro disco do Los Hermanos. Dia 19 (aniversário da gorda), sai nas lojas o cd.



PABLO ALCANTARA 5/13/2003 04:13:48 PM

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O cancioneiro - Me dei conta que poderia escrever uma canção todo dia. Antes, eu as mantinha em gestação até parir no violão. Agora, vou fazer um teste, mesmo que fique uma grandissíssima monstruosidade, uma enorme aberração musical, eu vou fazer uma canção por dia.

Observação importante: Fica um aviso aos meus amigos, espero contribuições de palavras, quaisquer palavras. Por favor, quero ficar atolado de músicas pra fazer. Me ajudem.
Tefo, Ucla, Cristiane, mexam-se, tô esperando letrinhas.

Felipe, eu sei que o senhor tá na fase de musicar e não escrever, mas mesmo assim, fico aguardando. E pode deixar que vou enviar umas escrevinhações também.

Lembrem-se: cada minuto é um tema.

"Quanto errei, quanto vivi,
Quanto aspirei e sofri,
Só flores num ramo - aí estão;
E a velhice e a juventude,
E o erro e a virtude
Ficam bem numa canção."
Goethe


PABLO ALCANTARA 5/13/2003 03:59:13 PM

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Segunda-feira, Maio 12, 2003

Gold to me - Essa é do Ben Harper, do disco Fight for your mind, se chama Gold to me.
Gold To Me
You look like gold to me
and I'm not too blind to see
you look like gold

you make me wanna sing
with all the joy you bring
you look like gold

I've been fooled before
but now I know
I've made the mistake in the past
but now I know the difference
from gold and brass

you look like gold


Ben Harper


PABLO ALCANTARA 5/12/2003 03:55:22 PM

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A breve história do Sr. Barrigudo e do coelho - A história que contarei agora começa em um domingo.
De um lado da rua, as crianças brincam, os meninos jogam pedras no sol. Do outro lado da rua, um senhor barrigudo e careca encostado no poste, pensa em milhares de coisas, um passado, uma família e coisas que, mesmo que a Terra gire para o mesmo lugar, não voltarão além da memória. Os meninos não se preocupam com nada, apenas brincam.
Daqui da janela do meu quarto, vestindo meias, penso naquilo que pensaria o Senhor Barrigudo. Desisto, é tão difícil quanto procurar pedras do outro lado da lua. E assim, com esse cenário, a Terra gira, comigo daqui de cima e eles lá na rua. Mas do espaço, pode ter certeza que não é fácil enxergar a gente aqui embaixo. E ainda giramos com a Terra! Se bem que todo mundo é um ponto brilhante no mundo.
De repente, meu quarto gira, pego uma carona com a Terra. Peço pra descer na lua, lá, eu e os meninos e o Senhor Barrigudo procuramos pedras pra jogar no sol. Enquanto tentamos em vão acerta-lo, um avião pilotado por um coelho loiro, vestido com uma roupa de soldadinho de chumbo, atravessa o céu lunar. O avião arrasta uma faixa e na faixa está escrito: "nosso sonho é todo nosso dinheiro, é tudo o que temos nos bolsos".
A história que acabo de contar, terminou não sei que dia.
PABLO ALCANTARA 5/12/2003 12:11:04 PM

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Sábado, Maio 10, 2003

O que eu vou ser quando eu crescer - Esse negócio de que quando a gente é pequeno, fica pensando no que vai ser quando crescer, é balela de adulto. Eu mesmo não pensava nisso.
Na verdade, eu não queria ser nada, ou melhor, não queria ser alguém especificamente. Eu simplesmente era. Eu era o Zico quando marcava os dois, três gols da virada do Flamengo, nos últimos minutos de jogo contra o Vasco. Eu era o Falcon - com cabelo de carpete - que pilotava seu helicóptero e depois subia uma montanha no sul da África, mas antes, olhava de rabo de olho pra ver se não vinha nenhum elefante psicodélico (todo colorido, era da minha irmã) correndo pro meu lado. Eu era o Eletroman, que depois de subir em um poste, tomou uma descarga elétrica e ficou com superpoderes elétricos. Ele, como eu, odiava tomar banho. Eu fui também a Josefina, amiga da Orozimba e da Frederica. Ela era magrela e sisuda. Ah, e irônica também. Fui um dos lixeirinhos, que carregavam travesseiro pro caminhão. Fui até jovem-empresário bem sucedido. Meu nome, Zé, amigo do Joca e do Paulo, dono da Tarumã, da TV Bandeirantes e do Magazine Luiza. Então, eu nem tinha tempo de pensar em quem iria ser quando crescesse. Eu já era, volto a repetir. E hoje, depois de crescer, o que eu sou? Hoje eu sou um palhaço, o Pablo Clown, que não fala e tem 5 irmãos gêmeos, sou o Dr. Raul Bukowski, um filósofo visceral e gastroenterologista que adora café e mais recentemente, sou o Anderson Clayton, um motorista matuto que dá em cima da patroa. Às vezes, sou também o Beto Guedes quando rouba do fundo da alma um falsete de um anjo. Às vezes, quero ser o Rubem Braga, quando de um simples encontro, faço um conto. Então, ainda vale a pena perguntar: o que vou ser quando crescer?

Eu escrevo todo dia, por compulsão. Mas agora, aos 70 anos, uma das perguntas que mais me intrigam é o que eu vou ser quando crescer.
Otto Lara Resende



PABLO ALCANTARA 5/10/2003 06:15:35 PM

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Sonho ou pesadelo?! Gente, há dois dias, ou melhor noites, tento sonhar com essa mulher aí.




PABLO ALCANTARA 5/10/2003 04:38:36 PM

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Sexta-feira, Maio 09, 2003

Pois é, existe muita coisa nova a se fazer. Acabei de fazer algo que até então não tinha feito. Reli as Antigas Cefaléias do Garoto Enxaqueca. No princípio, tudo era um grito de um jovem de 26 anos, perdido entre a necessidade de se tornar homem e permanecer menino. Um grito e um passo. Um grito após um passo, um passo de quem não quer ser uma estátua calada. Muito menos um prego que leva porrada e fica estático. E não adianta resistir, abaixar a cabeça e lutar contra a força que vem de cima, às marteladas. Se for assim, você entorta. Então, a arma é a brisa, o amor, a flor, o beija flor e o elevador. Contra o siso, dê um riso. Contra o feio, mostre um espelho. É zen. Se é preto, fique com o azul. Se é branco, quero o vermelho.
Hoje vou contar a ela, olhos nos olhos, as histórias das bolhas e azul. Ela que um dia não-sei-quando, me fez ouvir o coração contar as suas histórias de bolhas e azul.


PABLO ALCANTARA 5/9/2003 06:02:56 PM

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Sempre um passo a frente - "A lot of people want to know more about FNM. To me it is really simple, but others can't or won't understand it. It was great! We had a lot of success, then it came to an end and we all have other things we are doing now. Why go back to rehash old memories when there is so much new stuff to do?"
Mike Patton em recente entrevista (http://www.theblurb.com.au/Issue29/May03Scoop.htm) justifica com sabedoria o motivo de não retormar ao Faith no More.

Na mesma entrevista ele descarta um novo trabalho com o Mr. Bungle, que parece mesmo uma banda de amigos da adolescência que não tocam mais porque cada um vive em um lugar do planeta e a coisa fica assim mesmo.

PABLO ALCANTARA 5/9/2003 04:15:59 PM

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Quinta-feira, Maio 08, 2003

Uma ou duas perguntas sob o sol do meio-dia (fritando o cérebro)

Uma ou duas perguntas sob o sol do meio-dia (fritando o cérebro)

Na madrugada onde esteve? No cais distante, bem pra lá das montanhas.
Precisava ter dito aquilo? Uma facada súbita em suas ancas.
Não te disse que era pra parar? Um caminho longo e sem entradas.
Então, dá pra tirar essa roupa feia? Então me empresta as bugigangas
Ontem sua mulher veio te procurar? No futuro elas chegam atrasadas.
Eu falo sério, você não? Vê, que vivo em suas entranhas.
Por favor, sai da minha vida? Uma rotina feia e mal acabada.
Desse jeito eu vou embora, tá? Fecho a saída e abro a entrada.
Como? Os braços abertos e a boca calada.





PABLO ALCANTARA 5/8/2003 02:37:25 PM

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Quarta-feira, Maio 07, 2003

Clausfinger - Essa foto é pra quem conhece a história do Clausfinger. Não sei bem porque, o gesto que fiz me lembra. Invoca a mesma bola de energia que foi gerada naquela noite fria em Alto Paraíso (lembra Felipe?). O gesto lembra também aqueles vocalsita de bandas de Heavy Metal, tipo Bruce Dickinson, em pleno palco (e o Manowar Felipe!?). De qualquer forma, lá vai a minha picture aos somente 3 a cinco amigos e amigas que visitam esse blog. OBS: A foto foi tirada pelo uruguaio atarracado Demian Duarte, que trabalha comigo no jornal e é bom mesmo no trampo que faz



PABLO ALCANTARA 5/7/2003 12:45:23 PM

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Terça-feira, Maio 06, 2003

Contribuição do dia -

Os Degraus

Não desças os degraus do sonho
Para não despertar os monstros.
Não subas aos sótãos - onde
Os deuses, por trás das suas máscaras,
Ocultam o próprio enigma.
Não desças, não subas, fica.
O mistério está é na tua vida!
E é um sonho louco este nosso mundo...

Mario Quintana


PABLO ALCANTARA 5/6/2003 03:04:55 PM

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Segunda-feira, Maio 05, 2003

A manhã, a tarde e a noite da caramujo Pollyana - Pollyana acordou naquele dia com uma grande vontade de não sair de casa. Mas logo cedo, recebeu um telefonema de Sarita, e que, sem saber se tinha vontade, decidiu atender:
_ Pollyana, você pode me emprestar um pouco seus aparelhos de ginástica?
_ Tudo bem, faz um tempo que não uso. To ficando uma caramujo gorda mesmo
_ Eu também, por isso mesmo quero tirar esse excesso de líquido agora
_ Faz bem, eu é que desisti, na verdade não me importo mais com esses padrões de beleza impostos por aí, de que a gente tem quer ser magrinha e esbelta, a única coisa que me importa é manter meu casco limpo
_ Credo, cuidado, falando assim você vai ficar encalhada pro resto da vida
_Pra mim tudo bem, também não me importo mais em obter de um caramujo tudo que eu nunca vou poder obter sozinha, me acostumei com esse fato. Além do mais, agora eu já sei virar bolinha.
Pollyana sabia que havia chocado a amiga, mas mesmo assim, se sentia gratificada em dizer, agora, o que lhe vinha à mente.

À tarde, Pollyana saiu para comprar comida. Na esquina de casa, assistiu a uma cena no mínimo patética. Centenas de formigas faziam um protesto pedindo melhores condições de trabalho, entre elas, tíquete alimentação e a redução dos pedaços de folhas. Elas gritavam: "Fim da exploração, não somos caminhão", e/ou "Isso não é vida, cadê nossa comida!". A polícia repreendeu a manifestação com mangueiras de água e com o lançamento de Pés Esmagadores para repressão pública. Várias formigas saíram feridas. Pollyana pensou: "Com rimas pobres as formigas nunca chegarão a nenhum lugar".

Caramujos fazendo sexo na tv. Isso irrita profundamente Pollyana. À noite, resolveu retornar a ligação para outra amiga, a Selema. Enquanto falavam sobre amenidades, Pollyana resolveu atirar: "depois dos anos sessenta, tudo o que sobrou da revolução foi o sexo livre. E uma profunda confusão foi gerada nas cabeças que continuaram limitadas a seus territórios onde sentem frio quanto está quente e calor quando faz frio". Selema disse: "é mesmo, ficam passando esquistossomose por aí".


PABLO ALCANTARA 5/5/2003 02:30:09 PM

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A borboleta é um bicho bonito, mas bonito mesmo - Uma peça de roupa branca estendida no varal. Um varal. Não, três varais enfileirados. Descubro isso, depois de passar por baixo das roupas brancas estendidas nos varais, várias. O cheiro é de flor. Alvejantes, amaciantes, sabão em pó. Mas não vejo bolhas, seria bom ver bolhas. Mas o que eu faço aqui, descalço, nesse campo de varais que cheiram à flor? Eu vou é sair correndo. Daí, passo por dentro das roupas, pelo menos é o que tento. E cada topada deixa minha testa molhada. Meu cabelo fica todo desarrumado, um grande topete. E com pingos que cheiram a flores amaciantes descendo sobre a testa, dou de cara com um casal de esquilos se beijando. É um beijo estranho, já que o barulho dos grandes dentes é perturbador. É o mesmo som de dois copos em pleno brinde. A esquilo levanta o pezinho como se tivesse sendo bastante acalentada. Até que ela é bonitinha, sobre o esquilo, não tenho opinião formada. De repente, noto que meus pés estão sujos e fico envergonhado. Os esquilos não me dão a menor bola e fico ainda mais envergonhado por sentir vergonha de mim mesmo. Saio correndo de fininho, para outras roupas e outros varais. Tomara que não encontre mais esquilos. De repente, descubro um sanduíche de banana em meu bolso. Me lembro que o preparei antes de sair de casa. Sento, paro e como. Me sinto bem, uma grande felicidade enche meus pulmões, meu estomago e tudo o que poderia estar vazio no meu corpo. Uma borboleta, que sem dúvida é um bicho muito bonito, mas bonito mesmo, pousa bem no dedão do meu pé. Meu dedão tá tão sujo e ela nem liga! Parece feliz, batendo as asinhas devagar, fazendo festinha. Relembro dos momentos que também faço festinha bem antes de cair no sono. Pois é, fico lá deitado, me encolhendo, me esticando, esfregando os pés nas pernas e as pernas nas pernas e os dedos dos pés na sola dos pés. Festinha. E a borboleta faz festinha no meu dedão sujo. Acho que ela tá com sono. Tudo bem, eu vou tirar um cochilo também. Aproveitar essa letargia generalizada. O sono vem fundo, pesando. Durmo, acordo. Abro os olhos e dou de cara com a cara da menina que amo. Ela tem os olhos sorrindo fechados. Sei que eles não me pedem nada, mas mesmo assim, beijo leve suas pálpebras. Faço tudo seguindo uma tal intuição, como se corresse entre varais de roupas. De repente, suas pálpebras batem as asas de borboleta bicho bonito e fazem festinha. Não agüento, e a felicidade enche de novo meus vazios.


PABLO ALCANTARA 5/5/2003 02:04:40 PM

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Heroes - A canção do dia de hoje, dessa segunda-feira extremamente Garfield, é Heroes, do David Bowie. Yes, we can be heroes.

I, I will be king
And you, you will be queen
Though nothing will drive them away
We can beat them, just for one day
We can be Heroes, just for one day

And you, you can be mean
And I, I'll drink all the time
'Cause we're lovers, and that is a fact
Yes we're lovers, and that is that

I, I can remember (I remember)
Standing, by the wall (by the wall)
And the guns shot above our heads
(over our heads)
And we kissed,
as though nothing could fall
(nothing could fall)
And the shame was on the other side
Oh we can beat them, for ever and ever
Then we could be Heroes,
just for one day


PABLO ALCANTARA 5/5/2003 02:01:10 PM

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Sexta-feira, Maio 02, 2003

Canção inacabada -

A tua pele
me revela
o meu leito

Em seu peito
Quando me deito
Sou rio
e rio
Sou um homem
bem mais feliz


PABLO ALCANTARA 5/2/2003 02:29:34 PM

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Experiência no escuro - Dia Terceiro A foto da Leda -
Depois de chegar em casa, tomar banho e fazer o mínimo de atividades possíveis, no escuro, tudo que eu faço é deitar. Fico hibernando, eu e a Leda. Descobri, a Leda tá hibernando. É a razão da letargia da verdinha. A falta de luz faz isso na gente! Abaixo uma explicação de um site especializado sobre o assunto Tartaruguinhas d'água - http://www.geocities.com/Paris/LeftBank/7454/dagua.html

Hibernação :
Se as tartarugas são criadas em regiões quentes nunca hibernarão. Em regiões frias, se forem
mantidas dentro de casa com aquecedor e lâmpada elas permanecerão ativas todo o ano, apesar da tendência de se comer menos no inverno.

Mas se as condições forem propícias elas poderão hibernar ou ficarão menos ativas e comerão muito pouco (é isso o que tá acontecendo com a Leda!).
Durante a hibernação os processos do corpo são mais vagarosos, a digestão cessa, a circulação é reduzida e as defesas imunológicas diminuem, devido a isso não deixe tartarugas
doentes ou machucadas hibernarem.

As tartarugas hibernam tanto fora como dentro da água ( mais comum ),elas procurarão um local abrigado (perto do escafandrista Getúlio) para se esconder e ficarão lá por um longo tempo.
Hibernação de répteis é diferente de hibernação de mamíferos no sentido fisiológico da palavra.
O termomais correto talvez seja "invernar". Tartarugas originárias de regiões tropicais não hibernam, mas a tartaruga de água em questão é originária da América do Norte (isso mesmo, a Leda é ianque) onde há invernos rigorosos.

Lembrem-se: Suas tartarugas viverão muito melhor e mais felizes se puderem tomar luz do sol todo dia (A Dona Maria é uma sábia).

PABLO ALCANTARA 5/2/2003 01:04:26 PM


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