O Garoto Enxaqueca

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Quarta-feira, Abril 30, 2003

Que fim, que fim, que fim levou Robim - Essa aí veio de meu amigo Bebê Diabo, um sujeito que sempre levanta umas questões absurdas mas pertinentes.
Afinal, que fim levou o Que Fim levou Robim?





PABLO ALCANTARA 4/30/2003 01:46:21 PM

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Experiência no escuro - Dia Segundo -

Dia Segundo -
A Leda é uma tartaruga. A Leda costuma fazer festinha toda vez que abro a porta do apartamento. Mas sem acender a luz, nem pude ver a Leda mexendo as nadadeiras e batendo a cara no vidro do aquário. Geralmente, eu chego conversando com ela. Digo, logo de cara, uma frase que resuma o meu dia e dê uma explicação breve e pergunto como vai ela. E ela se agita. Mas ontem, sem luz, a Leda ficou lá naquele cantinho, em cima das pedrinhas, quieta, com metade da cabeça pra dentro do casco. Não quis nem ficar perto do escafandrista Getúlio, que também mora no aquário e fica lá pra proteger tudo. Inclusive, quando o Getúlio chegou no aquário, pensei que a Leda ia ficar tímida, com medo, mas que nada, ela logo foi se aproximando e na primeira noite dormiu ao lado do escafandrista Getúlio. E ele lá, sempre alerta, com um punhal na mão. A Leda tem momentos que é extremamente extrovertida e outros, em que fica jururu e usa e abusa do casco. Esconde-se. Bom, ainda à noite, joguei alguns crustáceos pra Leda comer, mas ela nem deu bola. Hoje de manhã, quando acordei, ela tava lá, no mesmo canto. Toda deprê, a verdinha. Daí, a Dona Maria, que além de ser boa conversadeira, cuida lá de casa, disse que colocando a Leda no sol, ela se animaria. Quando eu saia de casa, já embaixo na rua, a Dona Maria me grita da janela e diz: "aqui ó, aqui ó, ela já abriu os zoinho, só foi pôr no sol". A falta de luz não faz bem à Leda.
PABLO ALCANTARA 4/30/2003 01:19:02 PM

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Terça-feira, Abril 29, 2003

Experiência no escuro - Dia Primeiro - Eu me esqueço de tudo. Sou um esquecido por natureza. Esqueço o que fiz, falei, contei, guardei. Essa é uma das razões que me levaram a fazer um teste, que talvez possa ser uma solução. Nunca me lembro onde estacioinei um carro. Claro, nunca terei o pragmatismo tedioso e chato de decorar a fileira: "G7". Já experiementei fazer listas. Listas, por sinal, e escrever o que devo fazer, já foram soluções temporárias. Antes, há alguns anos, anotava em cadernos o que teria de falar ao telefone, desde o oi, até o muito obrigado, até mais, boa noite. Absurdo, mas verdadeiro. Não fazia isso, ao contrário da maioria, porque sou prático, mas pelo contrário, sou desorganizado e desligado.
Preciso aprender a colocar as coisas no lugar, e depois sem precisar dos olhos, saber que elas continuam ali.

Nos próximos cinco dias relatarei aqui, o dia a dia, ou melhor, noite a noite, de meu experimento.
Ao chegar em casa não mais acionarei o interruptor, farei tudo no escuro. Essa é a Experiência no Escuro.

Dia Primeiro -
Um fracasso. Tomar banho (foi estranho tomar banho quente com a luz apagada. Anteriomente, já havia feito isso, mas sob água fria, por falta de pagamento da conta de energia elétrica), escolher minha roupa, coloca-la, amarrar os cadarços. Enfim, tudo isso, fiz até com desenvoltura. Até mesmo me perfumei. Mas ao sair dewcasa, notei algum tempo depois que havia me esquecido a minha carteira em casa. Com documentos e dinheiro. Um absurdo. Me preocupo muito em perder meus documentos, chego a ter medo. Pegar filas e tirar segunda via. Um trabalhão. Por isso, vivo apalpando minha nádega direita pra verificar se a carteira não caiu da bunda da calça. Mas dessa vez, a esqueci em casa. Outros percalços: pisei no meu violão, no telefone e no cinzeiro. Não há justificativa que me redima, pois, fora o cinzeiro, e seu formato de pé, todas as outras duas coisas citadas não devem morar no chão.
Aspectos positivos. O maior de todos foi realmente perceber que penso melhor de olhos fechados. Ou melhor, consigo pensar em não pensar, quando no escuro. E pensar é perigoso. Portanto, fora possíveis acidentes com facas e copos, creio que meus próximos dias serão seguros.



PABLO ALCANTARA 4/29/2003 04:05:34 PM

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Segunda-feira, Abril 28, 2003

Música calma para pessoas tranquilas -

Essa é do Blur e se chama Tender,

Tender

Tender is the night
Lying by your side
Tender is the touch
Of someone that you love too much
Tender is the day
The demons go away
Lord I need to find
Someone who can heal my mind
Come on, Come on, Come on
Get through it
Come on, Come on, Come on
Love's the greatest thing
That we have
I'm waiting for that feeling
I'm Waiting for that feeling
Waiting for that feeling to come
Oh my baby
Oh my baby
Oh why
Oh my



PABLO ALCANTARA 4/28/2003 01:47:56 PM

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Sábado, Abril 26, 2003

êta sábadinho cretino
PABLO ALCANTARA 4/26/2003 01:38:24 PM

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Video Hits -

"Deixa eu mostrar aquela nuvem lá no céu
um pedacinho de hortelã
vai refrescar todas as horas da manhã"
PABLO ALCANTARA 4/26/2003 01:37:48 PM

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...aqui quem fala, é Lucas Silva e Silva, falando diretamente do mundo da lua, onde tudo pode acontecer
PABLO ALCANTARA 4/26/2003 01:36:59 PM

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Planeta Terra chamando, planeta Terra chamando...
PABLO ALCANTARA 4/26/2003 01:36:27 PM

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Teste
PABLO ALCANTARA 4/26/2003 01:35:48 PM

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Cadê as minhas pastilhas de cafeína!
PABLO ALCANTARA 4/26/2003 01:29:13 PM

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Dúvida existencial - Vocês preferem Toddy ou Nescau?
PABLO ALCANTARA 4/26/2003 01:28:19 PM

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Fabulosos Cadillacs -

"Las tumbas son para los muertos, las flores para sentirse bien
la vida es para gosarla, la vida es para vivirla mejor"


PABLO ALCANTARA 4/26/2003 01:24:59 PM

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Sexta-feira, Abril 25, 2003

Trela - Hoje resolvi mudar o template do blog. Depois de tentativas, colar e copiar, salvar arquivos, mexer com HTML, voltei ao que estava antes. Mas ainda não desisti de mudar a cara do garoto enxaqueca não.
PABLO ALCANTARA 4/25/2003 04:39:55 PM

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Quinta-feira, Abril 24, 2003

O espírito das roupas - Roupas têm vida. E nem exorcismo tira do meu corpo a vida que cada uma me adoece ou me faz bem. Tenho uma que me deixa tímido. Calado, com dificuldade de falar.


PABLO ALCANTARA 4/24/2003 03:21:10 PM

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O Impulso ou A trilha ao paraíso nos buraquinhos da pele - Escolhas impulsivas trazem frustração. Foi isso o que leu no jornal quando abriu a folha e deixou cair o peso dos olhos no horóscopo do dia anterior. E pior ainda, à tarde, Júpiter, Netuno e Saturno o inclinariam ao exagero. O conselho era: detenha-se. Pra começar, os olhos pesados caindo sobre qualquer espaço não poderia deter. Muito menos seria provável erguer os ombros. Dois grandes sacos que inclinavam o corpo pra frente. Dois grandes sacos que caberiam muitas compras. Mas o horóscopo dizia que gastar dinheiro se torna uma resposta previsível, que não resolve problemas. De tanto olha-los, os dedos dos pés já pareciam ser de outra pessoa, outros pés, outros caminhos. Mas de tanto olhar, via tudo com outros olhos. Outros olhos de tanto olhar os olhos no espelho. Os buraquinhos que se escondem e ao mesmo tempo, são como placas que formam a pele, são muito estranhos se vistos de perto. Se, em compenetração, fixados os buraquinhos são, à exaustão, parecem mais trilhas. Em outro instante, se transformam em trincheiras. Trincheiras ou trilhas? Umas servem para se esconder, as segundas, levam quem confiar em seu norte. Dúvida. Seria melhor uma trincheira pra passar despercebido e ainda poder, até mesmo, quem sabe, por que não, atacar os outros de surpresa? Ou então uma trilha, mesmo que fechada, o levasse com exatidão a um paraíso na Terra? Impulso: escolheu o paraíso. Mesmo que, se as trilhas buraquinhos dos pés, de tão cansados, se transformassem, após erupções, em bolhas. Como se fossem pés de um outro, de um monstro. Vista de perto, a exaustiva trilha ao paraíso deixaria bolhas nos pés que não teriam mais trilhas e estariam doloridos no paraíso. Seus ombros cairiam pesados, frustrados na dor de estar no paraíso, mas sentindo dores nas bolhas dos pés, agora sem trilhas. Mais frustração ainda seria voltar ao caminho da trilha do paraíso. Aí, melhor seria, escondido dentro de uma trincheira, deter-se, e esperar as trilhas dos pés cicatrizarem enquanto outro impulso não entra em erupção.


PABLO ALCANTARA 4/24/2003 01:24:06 PM

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Quarta-feira, Abril 23, 2003

O céu azul de nuvens esparsas de Jobim -


Clarisse Lispector: Houve algum momento decisivo na sua vida?

Tom Jobim: Só houve momentos decisivos na minha vida. Inclusive ter de ir, aos 36 anos, aos Estados Unidos, por força do Itamarati, eu que gostava já nessa época de pijama listrado, cadeira de balanço de vime e o céu azul de nuvens esparsas.

Pergunta e resposta coladas e copiadas do blog Literatus (www.literatus.blogspot.com)


PABLO ALCANTARA 4/23/2003 07:42:25 PM

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Saudade - Saudade:

-do ant. soedade, soidade, suidade < Lat. solitate, com influência de saudar

-s. f., lembrança triste e ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de as tornar a ver ou a possuir; pesar pela ausência de alguém que nos é querido;

nostalgia;

-Bot.,
nome de várias plantas dipsacáceas e das respectivas flores;

(no pl.) lembranças afectuosas a pessoas ausentes;

(no pl.) cumprimentos.

PABLO ALCANTARA 4/23/2003 02:47:55 PM

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Terça-feira, Abril 22, 2003

Café na veia - Hoje eu preciso de uma boa dose de café injetado direto na veia. Ou então, aquela pílula que um amigo prometeu de caféina concentrada.



PABLO ALCANTARA 4/22/2003 03:49:51 PM

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Segunda-feira, Abril 21, 2003

O Post do ano - Pela música, além de poder cantar no chuveiro até os dedos enrugarem, a gente encontra as melhores definições pra momentos decisivos da vida. No final do ano passado, diante de dois caminhos, tive em minhas mãos a direção total da minha vida e do que certamente me tornaria nos próximos anos. Por sorte, por iluminação, resolvi ouvir meu coração. Mudei de emprego, de cidade, me livrei de medos e confirmei verdades. Ainda não sei onde minha decisão vai me levar. E nem poderia saber. Certeza mesmo, tenho de que fiz a coisa certa pelo fato de ter ouvido o coração ( e tentar continuar ouvindo ), e talvez, e por enquanto só talvez, este seja o motivo que fará tudo dar certo.
Bom, voltando à música e suas definições perfeitas e exatas. No momento que relatei acima, uma canção dos The Strokes - curisoso, uma banda que realmente tem letras fracas - exprimiu com a objetividade de um 2 + 2 tudo o que eu acreditava. Lá vai o drops:

"I'll try my luck with you
This life is on my side
Well, I am your one
Believe me, this is a chance"

Trying your luck - The Strokes
PABLO ALCANTARA 4/21/2003 12:48:08 PM

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Tiradentes - Essa musiquinha eu aprendi nos tempos de escola:

"Joaquim José da Silva Xavier
morreu dia 21 de abril, pela independência do Brasil
Foi traído e não traiu jamais
a Inconfidência de Minas Gerais"

E isso te lembra alguma coisa:
"Têm Vossas Mercês aqui todo este povo açoitado por um só homem, e nós todos a chorarmos como negros: ai, ai... E de três em três anos vem um, e leva um milhão; e os criados levam outro tanto..."
- Tiradentes

A história brasileira teima em se repetir, ou somos mesmo uns bundões acomodados e medrosos assistindo o tempo passar ou não existe transformação. Quer saber, acredito na primeira opção. Mas por outro lado, e por isso mesmo, acredito que as coisas estão mudando.

Olha aí o Tiradentes. Próxima festa a fantasia que eu for, esse modelito é de se pensar



PABLO ALCANTARA 4/21/2003 12:29:04 PM

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Sábado, Abril 19, 2003

O touro e a rosa - Por favor, não se apague essa noite. Entre o frio e o deserto sem nome, fico com seu colo. Se sou touro, e sou, levo você a provar o meu sangue. Prove o meu sangue, deite no meu sono, mas não se apague essa noite. Se sou rosa, e ela é em mim, levo você a dizer que te amo. Prove o meu pão, sinta minha fome, só não se apague essa noite. O touro e a rosa, o pão e a fome. Um caminho de paz, de sono, seu nome, sua fome: meu sangue.
Olha lá, o gosto de viver, e comer sem pressa, devagar, pra não faltar amor no sal de toda dor. Olha lá, meu sangue a fazer nosso caminho, respoder ao estímulo da rosa, como um touro responde ao estímulo do sangue. Alarde, alarde, quem passa por aqui sabe como é, amar é encontrar a si mesmo, no outro. Dentro dela e ela dentro de mim, no meu sangue. Pois venhamos, famintos. Olha lá, daquele lado você e do lado de cá, eu, ambos com outro sangue de touro em outro espinho de rosa. Por isso, prove do meu sangue, sinta minha fome e me ame essa noite. E não se apague essa noite. Só assim, durmo em paz. O sono da paz, sem fome, e com um só nome: amor.

Palavras escritas sob alta influência do hermano Lô Borges. E de um sorriso que veio dizendo: não é nada não, só vim pra sorrir pra você.


PABLO ALCANTARA 4/19/2003 04:13:10 PM

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Do mesmo jeito que Pollock, Ginsberg e Niemeyer dizem que amam -

Do alto dos prédios de Nova York, Ginsberg estupefato olhava as pessoas caminhando, meras historias sórdidas de gente cheia de defeito, prostrou logo a sua verdade em meio a tantas mentiras, dos homens corruptos e dos belos rapazes lindos, em meio as avenidas cheias de carros. Mil olhares azuis e verdes. Se Pollock estivesse hoje, aqui em Brasília, ele talvez não conseguisse pintar, quebrasse milhares de vidros em milhares de cacos, tinta espalhada em meio a esplanada e mil cores expulsas pelos cinzas. Aquele guardinha sorriu.
Se Pollock passeasse pela esplanada ele talvez pintasse desesperadamente, assustado, ou dormisse de tédio, imensos papéis canson cobertos de cinza em meio aos seus bocejos. Pollock já morreu. Mas se ele estivesse vivo eu o levaria até à esplanada. Lá, à noite no Domingo, tudo iluminado, é lindo. Um guardinha sorriu de novo. E esse concreto cinza imenso. Eu te amo, Niemeyer. Han ? ? ? O quê???
Pollock um dia disse que amava e tomou um enorme banho de tinta, vermelho espalhado pelo teto, pelo seu corpo e sobre o pêlo do cão. No outro dia, uma enorme ressaca.
Se Gauguim estivesse aqui, nesse exato momento, ele gritaria feito um louco, e me diria: chega de lenga lenga!
Mas eu não cortaria minha orelha. Pollock um dia disse que amava e tomou um enorme banho de tinta, vermelho espalhado pelo teto, pelo seu corpo e sobre o pêlo do cão, no outro dia uma enorme ressaca.

A autora desse texto se chama Cristiane, como outras muitas cristianes. Mas essa cristiane é minha irmã Cristiane. E só ela tem aqueles dedos finos que batem afoitos pra escrever coisas bonitas.

Abaixo, a própria Cristiane ao meu lado, ao lado do irmão lobisomem

PABLO ALCANTARA 4/19/2003 04:08:33 PM

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Quarta-feira, Abril 16, 2003

Viva a Motown - Acabei de ligar pra ele. E apesar da taquicardia, deu tudo certo. É hoje! E hoje vou colocar minha roupa rosa e ficar a cara da Diana Ross. Não, eu não me importo mais quando ele diz "Baby, I need your love", como se eu fosse todo o ar que se respira. Meu mundo é colorido, e ainda sou black, e black is beautiful. Olha, eu não poderia ter ficado aqui de braços cruzados esperando aquela qualquer roubar o meu homem. Credo! Ele indo embora, e eu parada, cega como o Ray Charles? Nunca! Até bato na porta da casa da outra e o chamo de volta. "Vai, vem comigo, volta". E ele vem. O que é meu, não deixo os outros levarem. E todo papo furado das fofoqueiras, deixo pra lá, e todas as minhocas na minha cabeça são "Just a Imagination". Sabe porque ele volta? Porque me respeita. É, eu tenho respeito. Amiga, escuta, minha cabeleira black tá linda. Dois palmos de globo. Ah! Eu tenho a boca igual a da Gladys Knigth. E quando ele vê minha boca, me beija por horas e se esquece de todo o ar que se respira.

Olha aí a Gladys Knight, que é cara da nossa heroína que é a cara da Gladys Knight



PABLO ALCANTARA 4/16/2003 04:14:19 PM

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Mais uma contribuição pra deixar seu dia um cado melhor - Parou, sentou, respira, agora lê:

Desejos

Desejo a você
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu

Carlos Drummond de Andrade


PABLO ALCANTARA 4/16/2003 01:44:50 PM

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Comprar um fogão - Letargia, êta, letargia. O espírito hiperativo e o corpo uma moleza. "Será que toda essa má alimentação tem me feito tão mal assim?!", pergunto imbecil. Preciso de arroz e feijão na veia, comida normal. Vou comprar um fogão.


PABLO ALCANTARA 4/16/2003 01:41:44 PM

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Terça-feira, Abril 15, 2003

Teu pequeno infinito -

Plena mulher...

Plena mulher, maçã carnal, lua quente,
espesso aroma de algas, lodo e luz pisados,
que obscura claridade se abre entre tuas colunas?
que antiga noite o homem toca com seus sentidos?

Ai, amar é uma viagem com água e com estrelas,
com ar opresso e bruscas tempestades de farinha:
amar é um combate de relâmpagos e dois corpos
por um só mel derrotados.
Beijo a beijo percorro teu pequeno infinito,
tuas margens, teus rios, teus povoados pequenos,
e o fogo genital transformado em delícia
corre pelos tênues caminhos do sangue
até precipitar-se como um cravo noturno,
até ser e não ser senão na sombra de um raio.

Pablo Neruda



PABLO ALCANTARA 4/15/2003 09:58:16 AM

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Ventura - Chegou aos meus braços um link contendo o novo disco dos Los Hermanos, Ventura, que deve ser lançado dentro de um mês. As músicas não estavam mixadas, aliás, na verdade, a gravação não passa de um ensaio (isso foi decepção). Eu relutei em escutar, porque queria ouvir a obra terminada, mas não resisti e queimei um cd com o novo cancioneiro. O que eu pude notar é que as melodias estão melhores ainda do que no Bloco do Eu Sozinho. As letras então... Bom, a que me chamou mais a atenção foi uma chamada A Outra. O autor - deve ser o Marcelo Camelo - atacou de Chico Buarque e fez valer seu lado feminino. Antológico. Agora é esperar pela lançamento do disco e pelas horas de deleite.

Olha aí os Hermanos



PABLO ALCANTARA 4/15/2003 09:38:57 AM

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Segunda-feira, Abril 14, 2003

Norminha, a Abadia - Ela só me chamava de Doutor Tadeu. Devia ser uma mania de mudar os nomes. A começar pelo dela, acrescentando em cartório o Norma, antes do Abadia. Norma Abadia. Norminha para alguns, Tiabadia para os sobrinhos. Eu me lembro de uma foto antiga, da Norminha ainda mocinha, no meio de outras donzelas da metade do século passado. Ela era a mais baixinha, a mais sorridente. Na verdade devia ser uma piada. As outras eram como artistas do rádio, cantoras e outras atribuições que deixaram de existir. Mas a Norminha era danada. Tocava acordeom. Instrumento que fui desafiado a tirar umas notas, mas pateticamente vencido. O prêmio: uma risada debochada típica da Norminha. "Tá pensando que é fácil?!". Ela era daquelas pessoas que vieram direto de uma festa grega, regada à vinho e cantoria, bom humor e euforia. Acho que ela sabia da nossa identificação. Eu era o sobrinho "violeiro" e admirador. Quando ela se foi, eu não vi, não pude me despedir. Mas foi bem melhor assim, porque na verdade a Norminha não se foi. Olha ela aqui, trazendo saudade. Qualquer dia, tia, a gente se encontra. Vou poder dar um abraço na senhora e rir da sua alegria.


PABLO ALCANTARA 4/14/2003 02:20:20 PM

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Ao meu amigo - Por mais que tente chamar a atenção, passa despercebido. Ou melhor, é notado, às vezes, como um flash ou uma sombra que se move rápida. E assusta. Ninguém conhece suas formas, ninguém sente o seu cheiro. Não tem cheiro, não tem nem cor. E ele está sempre passando. Não existe vulto parado, vulto com cara, vulto barulhento. De onde vem e pra onde vai, ninguém sabe. E ele assusta. Assusta os outros, porque eu, eu não tenho medo não. O meu vulto, ou melhor, o meu vulto visitante tem até um nome de vulto: Régis. Vai falar que Régis não é nome de vulto? Pois o meu se chama Régis. E o coitado é tímido, tanto que se tivesse um casco, se esconderia. Aliás, vulto deveria ter casco. Bom, mas o rapaz é gente boa, e ao contrário de muita gente, sempre passa pra fazer uma visita. Passa. E diferente de muita gente, é uma visita que entra muda e sai calada, mas por ter tão nobre elegância, não antipatia. Daí, eu o percebo logo e até, quando dá tempo, envio um aceno de adeus rápido. Só pra ser gentil. Volte sempre. Mas por que ter medo do Régis? Ele é só um vulto, ele nem é gente. Se fosse gente, aí sim, eu teria medo. Já pensou, gente sorrateira é muito perigoso, assusta. Gente tem que ficar parada, pra você mirar olho no olho e adivinhar o próximo movimento. Caso contrário, há riscos. O vulto é inofensivo. Até já pensei em chamar o Régis pra tomar um café, comer uma quitanda, mas sei que não é de seu feitio. Então deixa. Eu queria saber um pouco da vida dele, se tem filhos vultinhos e se tem uma vulta que lhe complete como vulto. O Régis tem outros amigos, visita outras pessoas? Será o vulto um tipo de anjo, cada um tem o seu? Taí, prefiro ter um vulto a um anjo. Meu vulto da guarda. Quem sabe o Régis não faça essas visitas só pra ver se está tudo certo, e pra não importunar, sai de fininho. Não importa, volte sempre Régis. Por aqui vai tudo bem, pode ficar sossegado. Um abraço, do amigo.

PABLO ALCANTARA 4/14/2003 02:18:42 PM

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Sábado, Abril 12, 2003

QUE QUE TÁ ACONTECENDO?! Ó, É ISSO MESMO, TEM CERTEZA ?
PABLO ALCANTARA 4/12/2003 12:39:38 PM

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Quinta-feira, Abril 10, 2003

Justificativas de um Pablo Clown - Se é pra pintar o nariz e brincar de ser feliz, olha meu sapato velho, meus óculos tortos e meu beiço mordido. Porque de vez em vez em quando em quando eu arranco a fina pele que cobre meu lábio inferior de baixo da boca. Um dente nascendo é uma gengiva a menos. E é dente de juízo, seu moço. Se houver algum juízo aqui que seja por completo, a justiça de ser um palhaço que ainda não é carequinha, que pinta o nariz de blue. Tem uma ansiedade que só pode vir à tona se eu explodir em paz. E é zombando desses dias, desses dias que fico sério, um babaca sério, que posso transformar esse dia em pó. A falação das bocas cansa, desses ouvidos que querem enxergar na minha terra de surdo-mudo cansa. Porque essa é minha terra. Cala a boca que eu não quero saber nada. Eu não tenho nenhuma arma, não, eu também não tenho nenhuma arma. Mas também não daria um tiro dentro da minha boca. E cito outro morto: "não posso causar mal nenhum, a não ser a mim mesmo, a mim mesmo". É mais ou menos igual aquela música daquele clip que era patético e dava raiva dos pais do moleque e mais raiva de sentir pena do mesmo menino. Uma encenação de teatrinho infantil de escola, pais presentes e pais ausentes em sua seriedade. O filho, olhava para a cara de repreensão dos progenitores que diziam como o cantor: hmm, hmm, hmm, hmm. Um repreedendo o outro, cada um por suas razões. Pois é, esse é o som dos sérios. Essas vacas sérias mugindo. Por isso eu falo uns absurdos, distribuo umas trelas feito um doente mental. Que é pra não ruminar sisudo. Que é pra não ruminar sisudo. Que é pra não ruminar sisudo. Que é pra não ruminar sisudo. Que é pra não ruminar sisudo. Que é pra não ruminar sisudo. Que é pra não ruminar sisudo. Que é pra não ruminar sisudo. Que é pra não ruminar sisudo. Que é pra não ruminar sisudo. Que é pra não ruminar sisudo. Que é pra não ruminar sisudo. Que é pra não ruminar sisudo. Que é pra não ruminar sisudo. Que é pra não ruminar sisudo. Que é pra não ruminar sisudo. Que é pra não ruminar sisudo. Que é pra não ruminar sisudo. Que é pra não ruminar sisudo. Que é pra não ruminar sisudo. Que é pra não ruminar sisudo. Que é pra não ruminar sisudo. Que é pra não ruminar sisudo. Que é pra não ruminar sisudo. Que é pra não ruminar sisudo. Que é pra não ruminar sisudo. Que é pra não ruminar sisudo. Que é pra não ruminar sisudo. Que é pra não ruminar sisudo. Que é pra não ruminar sisudo. Que é pra não ruminar sisudo. Que é pra não ruminar sisudo. Que é pra não ruminar sisudo. Que é pra não ruminar sisudo. Que é pra não ruminar sisudo. Que é pra não ruminar sisudo. Viu como é tédio? Viu como é feio? Tenho imensa preguiça dessa letargia do sério. Não quero que nenhum desses sérios se surpreenda quando eu tento pintar o meu mundo, de azul vermelho e lilás e verde, que é pra ficar mais alegre.

Abaixo: O grito modificado, agora, com nariz de palhaço
o grito vermelho.bmp

O GRITO ( 1893 ) - EDVARD MUNCH
O maior pintor norueguês e mais importante inspirador do movimento expressionista alemão foi Edvard Munch ( 1863 - 1944 ). Sua mais famosa obra, "O Grito", representa o medo intolerável de perder a razão. Nesse quadro, cada linha oscila, se agita, trazendo ritmos turbulentos, sem sossego para o olho. Munch escreveu sobre "O Grito": "pairam nuvens vermelhas como sangue, vermelhas como línguas de fogo". O quadro ficou tão famoso que hoje é praticamente um clichê de alta ansiedade, mas quando a pintura apareceu causou tanto tumulto que a exposição foi fechada (fechada por um bando de sérios).



PABLO ALCANTARA 4/10/2003 08:07:54 PM

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* Analgésicos Recomendados -

Hoje, os que vierem aqui, quando forem embora não se sintam perdidos. Já tem pra onde ir. Pra cá: www.esquizofrenia.blogger.com.br
O texto (Lya Luft) do post de hoje tá imperdível.
PABLO ALCANTARA 4/10/2003 03:30:40 PM

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Terça-feira, Abril 08, 2003

Analgésico momentaneumm - Essa é a escalação do cancioneiro que vai desativar os meus neurônios hoje á noite:
1. Turma do Funil 2. Triste Alegria 3. Sublime Tortura 4. Madrugada 5. Samba do Carioca 6. Falando de amor 7. Nó Cego 8. Dinheiro em penca

Essas beldades sonoras estão presentes no cd Miucha e Tom Jobim Vol 2. Como diria um amigo do meu amigo Shimeichel, esse é altamente, altamente.

Abaixo, a foto do mestre boa gente com a risonha "Maninha" do Francsico Buarque.



PABLO ALCANTARA 4/8/2003 08:37:28 PM

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Todo dia é dia do que é bonito - De novo, uma contribuição pabliana pra deixar o dia das testemunhas que vem aqui, mais bonito. Se puderem, escutem também a música.

Como assim: "Junto à minha rua havia um bosque
Que um muro alto proibia
Lá todo balão caía
Toda maçã nascia
E o dono do bosque nem via"? Isso é bonito demais.

E isso: "Toda a dor da vida
Me ensinou essa modinha
Que, de tolo
Até pensei que fosse minha" por favor, e isso???!

Até pensei
Chico Buarque/1968

Junto à minha rua havia um bosque
Que um muro alto proibia
Lá todo balão caía
Toda maçã nascia
E o dono do bosque nem via
Do lado de lá tanta aventura
E eu a espreitar na noite escura
A dedilhar essa modinha
A felicidade
Morava tão vizinha
Que, de tolo
Até pensei que fosse minha

Junto a mim morava minha amada
Com olhos claros como o dia
Lá o meu olhar vivia
De sonho e fantasia
E a dona dos olhos nem via
Do lado de lá tanta ventura
E eu a esperar pela ternura
Que a enganar nunca me vinha
Eu andava pobre
Tão pobre de carinho
Que, de tolo
Até pensei que fosses minha

Toda a dor da vida
Me ensinou essa modinha
Que, de tolo
Até pensei que fosse minha

PABLO ALCANTARA 4/8/2003 03:49:05 PM

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Segunda-feira, Abril 07, 2003

Vambora pelo mundo amando na norma culta da língua - Eu não jogo, mas nesta semana ganharei na Mega Sena acumulada. Já sei a primeira coisa que vou comprar: duas passagens pra Europa, só de ida. Vou fugir, vou roubar o meu amor e levá-la pelas ramblas de Barcelona, pelos cafés de Paris e fontes da Itália. Vamos andar de bicicleta pelas ruas planas da Holanda e levar um tombo juntos. Vamos puxar conversa com um casal grego que se conheceu no Egito e tem filhos noruegueses que odeiam o A-ha. Por sob a mesa, vamos esconder amostras horríveis de um queijo suíço péssimo de um restaurante alemão gerenciado por um árabe. Vamos sentir frio na Rússia e comprar agasalhos sintéticos feitos por mãos ucranianas que vestem luvas de pele de pinguim. Um france kiss na Bélgica e um beijo de esquimó no Mediterrâneo. "Eu te amo" vou repetir em todos ares e em todos sóis, mas em Portugal, na terra do Saramago, a amarei na norma culta da língua: amo-te.



PABLO ALCANTARA 4/7/2003 03:51:09 PM

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Sábado, Abril 05, 2003

Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz - Enquanto aguardo ansioso o novo disco dos Los Hermanos, coloco aqui a versão South Park dos integrantes da banda.

Na ordem, da esquerda para a direita: Amarante, Marcelo, Medina e Barba.


PABLO ALCANTARA 4/5/2003 03:07:16 PM

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Samedi Sour Sur la Terre -

C'est une histoire d'enfant
Une histoire ordinaire
On est tout simplement, simplement
Un samedi soir sur la terre
Un samedi soir sur la terre
Pas la peine d'être plus précis
Cette histoire est déjà finie
On en ferait autant
Si c'était à refaire
On est tout simplement, simplement
Un samedi soir sur la terre
Un samedi soir sur la terre
Un samedi soir...


Francis Cabrel


PABLO ALCANTARA 4/5/2003 02:45:29 PM

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Sexta-feira, Abril 04, 2003

Sem mais - Agora nos cantos de dentro da minha boca habita uma afta torturante. Mesmo não tendo nada a ver (ver?), não consigo escrever nada. Nada além da obrigação profissional.

Saiba Mais.htm

AFTAS OU ULCERAÇÕES AFTOSAS RECORRENTES
A úlcera aftosa recorrente é uma doença da espécie humana que apresenta uma longa e polêmica história. O pequeno conhecimento adquirido sobre a doença e seu tratamento foi responsável pelo uso de sinonímia diversificada: UAR, estomatite recorrente, periadenite recorrente, afta vulgar, afta de Mikulicz....
A sintomatologia pode ser amenizada colocando-se bicarbonato de sódio, que é levemente cauterizante e diminui a acidez do meio.

PABLO ALCANTARA 4/4/2003 08:45:24 PM

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Quinta-feira, Abril 03, 2003

Um cão andaluz - O Erasmo "Luis Bunnel", um amigo, me liga e diz com uma voz desarmonica:

"E aí traidor, tudo bem contigo?"
Eu: "E aí, beleza?!"
Bunnel: "Tudo bom. Gordo, escuta, tenho uma pergunta muito sexual pra te fazer?... Como é que vai a vida?"
Eu: "Ah! tranquilo"
Bunnel: "Então tá bom, depois apareço"
...e desliga o telefone.

uma pessoa anormal assim te ligando no meio do nada, no meio do dia, no meio da vida, no meio da tarde é um tapa na monotonia e um mergulho de instantes no absurdo.


PABLO ALCANTARA 4/3/2003 03:50:54 PM

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3 de Abril - Gracias nena, por tu vida una ves más...
PABLO ALCANTARA 4/3/2003 02:38:35 PM

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Coffee Recipes - Êta cafezinho bom! Algumas receitas com café pra fazer a alegria do povo!

Irish Coffee

1 jigger of Whiskey (it should be Irish Whiskey, of course)
2 cubes of white sugar
2/3 cup of hot coffee
1/4 cup of heavy cream, lightly whipped
Preheat the glass with hot water. Dump the water and fill with hot coffee, add two cubes of sugar, and stir. Add a jigger of whiskey, and top with a collar of lightly whipped whipping cream.

Café Capuccino

Café quente
Chantilly
Açúcar
Raspas de Chocolate

Coloque o café na xícara. Adoce a vontade. Cubra o café com chantilly e com as raspas de chocolate.

Canalua Coffee

1 shot of Brazilian cachaça
1 shot of Kalua liquor
3 shots of hot coffee with sugar
Milk cream


PABLO ALCANTARA 4/3/2003 02:33:49 PM

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Carta café - O olho arregalado fixa como um quadro geométrico os cantos amarelos do meu quarto. Penso nela e no que poderia escrever sobre as coisas que talvez quisesse que ela soubesse. Mas eu sei que é inútil mesmo se lhe falasse a única verdade: que a amaria como ninguém. Só que o sentimento e a intenção não me pertencem. Os dois se aninham nas linhas de nossas mãos, se unidas. De resto, restam rugas, que também são linhas, mas não se escondem.
Confidência, desabafo, tanto faz. A bruta vontade dos corações racionais e preguiçosos. Letargia, my baby.
Enquanto a máquina prepara o café, sozinha, minha engenhoca se lembra daquela senhora dizendo que a menina lutaria por mim. Eu não sou daqueles que ficam procurando alguém, a não ser que, ela seja assim como você. E enquanto estivermos distantes, guarde a minha confidência. Depois, como uma pedra, atire-a em mim. Tanto amor incondicional me faz bem mal acostumado. Mas o ópio do amor me faz viver o avesso da felicidade. Eu almejo o belo como um condenado e, no fim, o amor que você busca é a dor que sobra. Chega de escrever sobre o amor. Amanhã deve haver mais, por hoje, um descanso. Letargia, my baby.
Meu café continua amargo e ainda não entendi a amalgama pra fazê-lo nessa engenhoca que comprei. Pó na dose certa, mas o açucar nem deu sinal de vida doce. Esse mesmo café tá com o gosto do beijo esfumaçado da saliva de cigarro que adocicou minha vida no fim daquela primavera. Apenas por uns dias, é verdade. Agora, que chegamos ao fim, do borrão do nosso encontro só sobrou um gosto amargo. A minha engenhoca simplesmente não consegue entender a amálgama que iria nos unir à distância.

PABLO ALCANTARA 4/3/2003 02:31:45 PM

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Cabelo na testa - Ontem eu acordei com um cabelo na testa. Ele nasceu e cresceu em apenas uma noite. Tenho certeza que o fiozinho de uma polegada não morava ali antes. O engraçado é que cogitei também a idéia de que, na verdade, eu tô é ficando careca mesmo e ele é nada mais do que um sobrevivente. Hoje, procurei o Phil (foi assim que o apelidei) e ele ainda estava lá, quer dizer, aqui. Decidi, não vou arranca-lo não. Mas será que quando ele crescer, vai tapar o meu olho?


PABLO ALCANTARA 4/3/2003 02:15:27 PM

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Quarta-feira, Abril 02, 2003

Shimeichel & Bukowski - Daqui a alguns dias começa a suspense quanto à divulgação do Premio Visa Compositores. Figa, promessa, ferradura, arruda na orelha, tá valendo tudo pra que Shimeichel & Bukowski se mirem entre os pré-classificados. Mas de qualquer maneira o primeiro passo já foi dado.

Abaixo foto dos dois elementos contemporizando sobre alguma indecisão momentânea.


PABLO ALCANTARA 4/2/2003 08:53:18 PM

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You´re not perfect, but you´re perfect to me Seguindo a premissa de que todos os dias, um ser vivo pensante que se preze, deveria ler e ouvir uma bela peça, lá vai minha contribuição aos atentos e relapsos visitantes:


As Sem-razões do Amor, por Carlos Drummond de Andrade

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
pois mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor
PABLO ALCANTARA 4/2/2003 02:18:33 PM

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Terça-feira, Abril 01, 2003

Maça podre - "Não entendo as mulheres, numa hora elas te fazem sentir bem, na outra parece que você comeu maçã podre..."

-Tom Sawyer



PABLO ALCANTARA 4/1/2003 04:27:41 PM

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Mais uma de amor ? - Suavemente o dia começa. Eu tenho meu bolso cheio de conchinhas. Tão suavemente. Depois de todos esses anos você não me conhece como da primeira vez que conversamos, a primeira semana, o primeiro beijo. O vento de verão veio queimando a frieza do nosso desencontro. Agora estamos aqui, eu 17 quilos mais gordo, você, 17 vezes mais linda. Os outros banhistas mal desconfiam que já fomos, antes, nossos. Voamos à noite, pegamos carona ao som de bregas boleros, dançavamos por aí, até que dancei sozinho. Queria dizer qualquer coisa estúpida agora, mas a idade não permite. Mas eu te amo. Só tem velhos nessa praia e minhas hemorróidas ardem. Antes fora sua carreira de estilista, antes fosse qualquer coisa externa ou pressão da família, pelo contrário, seu pai me adorava, nossos pais se adoravam. Antes fosse outra paixão avassaladora. Mas não, nada disso, me trocaste pois precisava de um pouco de ar. Não foi frieira, nem mal hálito. Preciso me aproximar de você agora pra dizer, não me controlo, é um desejo interno, preciso te colocar mais uma vez a par desse sentimento. Um sentimento de alívio, uma prova de que estou vivo, uma prova aromática de amor. Mas você nunca soube entender. Vou me aproximar. Vamos conversar, conversar, tempos passados lembrar. O ultimo beijo recordar. E só ai te pedir, ao perceber que o sentimento se aflora. Não me importa levar outro fora. Meu amor, meu velho amor, puxe, sim puxe meu dedo pra mim e pum...pum...puuuuuuuuuummmmm...e nosso amor é tão belo e único por sempre acabar assim...

Texto retirado de historia verídica. Pelos idos de 58, Dr. Bukowisk estudou a relação flato-social de alguns pouquíssimos indivíduos.

Dr. Raul Bukowisk, filosofo visceral e gastroenterologista


PABLO ALCANTARA 4/1/2003 04:02:32 PM

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Uizer - Essa aí tá sendo o: Analgésico musical do dia

Burndt Jamb

Gothic flavor
How I miss you
If I only
Once could kiss you

I'd be happy
For one moment
Of my lifetime
I'd be there

And the water
Running Over
Me is growing
Ever colder

Make me happy
For one moment
Of my lifetime
I'd be there

Weezer

PABLO ALCANTARA 4/1/2003 02:26:06 PM


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