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Sábado, Dezembro 27, 2003
O dia em que o magriclea brigou com o bom avô - Hoje eu tive um sonho. Bom, embora esse texto comece idêntico ao discurso histórico e pacífico de Marther Luther King, ele não tem nada de flores na cabeça, pra adiantar falo agora sobre porradaria, pancadaria e atos violentos. Então, hoje eu tive um sonho. Imagine uma larga avenida separada por um canteiro central, também largo. O escritor Mario Prata desce de seu Chevette e começa a suplicar com acenos desesperados que um carro pare. Um sujeito gordo, tipo o Antonio Fagundes, atende ao clamor pratiano e desce de sua Brasília branca. O Pratinha - atrevo-me a chamar o cronista desse modo, o texto é meu afinal, vai encarar? - brada ao outro motorista. "Vem, vem, vamos brigar, vem cá", diz isso já dando supapo pra todo os lados, meio desengoçados. A cena do sonho eu já vi antes no cinema. No filme Clube da luta o personagem do Edward Norton caça briga como forma de catarse. Quebrar a cara de alguém, ainda mais alguém que te irrite parece ser uma solução e não vou entrar no mérito se é humana ou animal, e se somos todos uns bichos acuados mesmo. Não preciso ir longe, um amigo meu, quando atravessava a praça em frente a rodoviária de Goiânia, foi parado por um sujeito que disse: ei vamos brigar, vem cá, bate!. Meu amigo riu daquilo e ainda sugeriu: rapaz, arruma outro, olha o seu tamanho, você é muito maior do que eu. Deixou o cara falando sozinho e deu no pé. Mas pra que isso? Por que tanto descontrole, de onde vem tanta vontade de brigar? Mas o fato é que, quando alguém nos provoca, a linha que separa uma resposta pacífica de um ato violento é tão fina como a que segura seus botões da camisa. No trânsito é fácil ser irritado. Com o calor que anda fazendo parece que todo mundo está mais impaciente. O fato que é que mesmo tendo um sonho violento (não sei se uma luta entre Antonio Fagundes e Mario Prata cabe nessa categoria) eu sou um sujeito pacífico. A última vez que troquei sopapos devia ter uns 10 anos de idade. Depois já fui ameaçado de algumas maneiras e sempre ficava o sentimento de que estava na 4a série do primário. Achar o outro sujeito ridículo me livra de qualquer vontade de sequer encostar no boçal, quanto mais ficar rolando como fazem lutadores de Jiu-jitsu. Agora, eu não entendo porque logo o Mario Prata e Fagundes. Os dois parecem tão tranqüilos, não é? Pois é, talvez seja isso, se fosse um sonho com o Mike Tyson e o Edmundo eu não escreveria esse texto, seria um confronto óbvio demais. Eu seria praticamente incapaz de acordado agir de forma violenta, a não ser em último caso, pra defender a mim ou outra pessoa. Mas dentro de mim, em dias últimos, andou uma revolta que foi capaz de fazer um escritor raquítico e um ator com cara de bom avô brigarem. Ainda bem que foi só um sonho que passou.

PABLO ALCANTARA 12/27/2003 01:01:05 AM
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Terça-feira, Dezembro 23, 2003
Voltei - Há quase um mês eu não atualizo o blog. É que fui demitido do jornal que trabalhava e era de lá que eu postava. Agora eu não tenho emprego nem grana. Os canalhas não me pagaram o mes de novembro, 13 salario e todos os direitos de que tenho direito. Mas não quero falar disso. O fato é que as escrevinhações não cessaram, mesmo que fosse em papel e caneta continuei escrevendo. Aos poucos vou passando a limpo e postando aqui.
abraços!!! (ainda existe alguem que visita esse blog???)
PABLO ALCANTARA 12/23/2003 12:48:34 AM
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Quarta-feira, Novembro 26, 2003
Brazilian Sabor - Pra quem não entendeu o motivo dese banner, eu explico. O Brazilian Sabor é um projeto criado pelo Richarley Menescal, um componente da Bungle Weird, uma lista de discussão que o enxaqueca aqui participa. Finalmente a coisa está na prática e será o primeiro e único TRIBUTO NACIONAL ONLINE AO FAITH NO MORE. O projeto tem o aval do Billy Gould, o baixista da banda. Eu e meu amigo Shimechel Shimeichelas, Klaus estamos inscritos no tributo. A nossa versão será para a música Caralho Voador. Até o começo do ano que vem nossa versão deve estar no site. Depois, ainda no início do ano que vem, haverá divulgação e a intenção é que em diferentes cidades brasileiras os participantes façam shows de lançamento. Não sei como gravaremos nossa versão. Penso em usar meu 13o salário. Que pode se tornar um 14o, 15o, 16...
PABLO ALCANTARA 11/26/2003 11:55:24 AM
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Segunda-feira, Novembro 24, 2003
Fiote de cruz credo! Esse é mais feio do que correr pelado de piupiu duro atrás da vó.
Olha quem apareceu!
"uuuu, ainda bem que já saí da cadeia e agora posso acessar o garoto enxaqueca de novo, acho o site tão uuu, 'gus bé', tão legal"
PABLO ALCANTARA 11/24/2003 09:50:47 AM
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Sexta-feira, Novembro 21, 2003
Paisagem de fim de dia -
Saíram pra caminhar. A única certeza era de que o silêncio era a solução do momento. Som de pratos quebrando, a voz, o grito de cada um, o choro. Agora os dois davam uma chance ao silêncio, era uma trégua. Ela mais baixa que ele, ele um careca de óculos. A chuva de pouco tempo atrás secava nas calçadas úmidas. O sol ainda insistia em se fazer presente, exibido espalhava no céu raios alaranjados. Amanhã tem mais, sabe o sol. Por isso, a despedida tem de ser bela. Mas nem precisava tanto, penso eu. Era mesmo um belo pôr-do-sol, era mesmo um belo fim de dia, com meninos jogando bola na rua, mães comprando o macarrão do jantar na mercearia, prestes a fechar. E eu, um curioso contemplativo na janela.
Amanhã é outro dia, amanhã é mais um dia, amanhã é mais um outro dia. Há 15 anos atrás eu só pensava se teria boas notas pra entrar de férias escolares no dia certo, sem recuperação. Viria o natal e os presentes, viria o janeiro inteiro de bola na rua, jogo de botão, trocar cartuchos de Atari e á noite, dormir cansado, cansado de brincar. O sol laranja de hoje e o jogo de bola que desvia das poças d¿água da chuva são os mesmos de há 15 anos atrás. A memória prega peças na gente. A memória entra pela porta com uma mala cheia, repleta de cheiros, sóis, luas e janeiros. Parece que nem tem fundo, é só puxar que vem mais. Paro, paro antes se não ainda choro. Volto ao presente. Desfaço-me do saudosista e volto a ser o observador. Sob as luzes do lusco fusco, a cenografia do clima, os dois voltam do passeio. Ela de moletom e óculos, ele de short, tênis e meia branca na fina canela.
No silêncio da caminhada os dois lembraram de um longo caminho trilhado lado a lado. As duas mãos se uniram. Não dá pra ver, mas que se uniram, uniram. Os dois subiram as escadas de um prédio, acompanhados de um dos meninos que jogava bola na rua. Um neto, um novo começo de uma velha história. Eu, contemplativo, me canso de olhar pra fora. Aqui dentro, penso na minha geração que só sabe se entristecer, se deprimir pelo que não tem, por quem não é. Penso na minha geração que se esquece da felicidade naquilo que já tem, que está em volta. Tem sempre alguém triste. O amigo, o amigo do amigo. Tem sempre alguém querendo nem sabe o que, querendo ser nem sabe quem. Paro de pensar. Agora fico com o descanso da lua, porque amanhã tem mais. Amanhã tem mais raios alaranjados pelo céu.
PABLO ALCANTARA 11/21/2003 11:04:00 AM
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Quarta-feira, Novembro 19, 2003
Não faça misturada - Navio ao léu no mar, trem que rompe as Gerais, rio que desce a montanha e corta a terra, qualquer boa metáfora sobre a vida é caminho, trajeto, é trilha. Ao condutor basta descobrir como fazer a peleja mais suave. Das poucas coisas que sei, sei que a resposta tá no simples. Na sabedoria de não complicar. Um dia meu pai me chamou e me contou o que seu Tio Fiico tinha um dia lhe passado. Eram quatro conselhos. "Não pegue o sereno da noite, não perca o da madrugada, não discuta com ninguém, não faça misturada". Mais simples que isso impossível. Bem longe da filosofia de um velho mineiro, em uma entrevista com o ator Tom Hanks, encontrei o mesmo princípio do simples. Quando perguntado sobre o motivo que o levou a aceitar o papel do Forrest Gump, ele disse que o personagem, diferente do que parece, era um dos mais sábios (!?) que já havia conhecido, isso porque baseava a vida no mais simples. "O Forrest não reclamava do que Deus lhe dava, acreditava fundamentalmente na mulher que amava e seguia os conselhos da 'mama',". Mesmo sabendo-se burro (lembram da cena que ele vê o filho e pergunta se ele era inteligente?) o personagem sabia o que fazer. Aí eu já me lembro de um verso de uma canção do Paulinho da viola: "não sou eu quem me navega, quem me navega é o mar".
"meu nome é Forrest Gump e me chamam de Forrest Gump"
PABLO ALCANTARA 11/19/2003 10:18:19 AM
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Terça-feira, Novembro 18, 2003
Felixlândia, a cidade do húmus de ouro - A pequena e pacata cidade de Felixlândia, apesar de ser mineira não tinha ouro em suas montanhas mineiras cheias de ouro. Mas um dia graças a cocô de minhoca Felixlândia se tornou próspera cidade mineira. Tudo graças a um homem: Frederico Durval Dantes. Eis a historieta. Frederico, felixlandense da gema, estava cansado de perder canetas. Por isso teve a idéia de amarrar no pescoço um cordão com uma caneta. O cordão tinha de ser bonito e a caneta dourada. Então saiu brilhando dourado com um cordão e uma caneta. Ninguém do escritório em que Frederico trabalhava se atreveu mais a tomar posse das canetas dele. Uma caneta dourada fundida a um cordão dourado dava muita bandeira. Todo mundo sabia que Frederico andava com a alegoria no pescoço. E ele gostava disso. Juntou grana e colocou na boca um dente de ouro. Ao menor movimento da boca o dourado reluzia. Haste de óculos dourada, relógio, abotoadura, broches, todo tipo de acessório de Frederico era dourado. Tinha de ser dourado. Objetos de escritório, clipes, grampos. Ele saiu em revista, na tv, e desfilou em escola de samba. Com o dinheiro que ganhava das aparições em festas e afins, fica mais e mais dourado. Pintou os cabelos de dourado. Tudo era ouro, tudo. Queria ele pudesse fazer cocô dourado. Cocô dourado? Lembrou da minhoca que come terra e caga terra. Um dia comeu ouro em pó como quem come terra. O cocô continuava preto, marrom, enfim, cor de cocô. Comeu mais pó. Só comeu pó de ouro teve uma indigestão e morreu. Algum tempo depois de enterrado Frederico virou banquete de vermes e minhocas que cagaram ouro e muito ouro, muito mais do que Frederico tinha em todos os seus adereços. Felixlândia virou a primeira cidade do mundo onde o ouro vinha das minhocas. O ouro que se comia era o ouro colhido pelas minhocadoras nas terras agora férteis de Felixlândia. Mas quem comia o pó do ouro eram os porcos que eram sacrificados pra virar cocô de minhoca dourado. Essa é a história de Frederico Durval Dantes e da cidade de Felixlândia, famosa por suas minhocas que cagam ouro.
PABLO ALCANTARA 11/18/2003 12:07:23 PM
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Segunda-feira, Novembro 17, 2003
Go Music - Final de semana foi tempo de festival de música, Go Music, em Goiânia e junto com algumas das grandes bandas nacionais a "caravana do amor pra lá também se encaminhou". Todo mundo pulou quinem mala, a ponto de "despir a consciência das dores morais". E a sequencia dos shows e seus resultados foram surpreendentes. Pra contar como tudo foi, "fecho os olhos e tudo vem num caleidoscópio sem lógica". Na sexta-feira teve Skank, que como diria um amigo mineiro de um amigo é altamente, altamente. Dessa vez um pouco burocrático (definição ninestica perfeita), é verdade. Tocaram pouco e proferiram frases do tipo (agora, pra sair bonito na tv, vamos rodar as camisas). Depois teve Cidade negra e a constatação de que o Tony Garrido é muito chato. Queria eu joga-lo "como se fosse uma vaca do sétimo andar". Mas eles têm músicas boas e o show foi sorriso na cara. Depois veio o J Quest. Felicidade pura e a certeza de que com muita fé dava pra pular mais, porque "a arte de viver dá fé, só não se sabe fé em que". No sábado quem abriu foram os Paralamas. Pelo amor de deus. O que é aquilo? Primeiro, só os três no palco. Emocionante como nos velhos tempos. Depois do show você fica lembrando as musicas que não entraram e percebe que eles poderiam montar uns 6 set lists distintos que a peteca não caía. Coisa de banda que há vinte anos se mantem fazendo música boa. Depois veio O Rappa. Um show denso, tenso até. É incrível como no primeiro acorde um bafo de maconha subiu as arquibancadas. Puro clichê. Faltou a música dos joelhos doendo. Foi até bom maneirar um pouco, porque depois veio o Capital Inicial e fez um showzaço. Mesmo que o som não fosse límpido como o dos Paralamas, mesmo com a irritante insistência de titio roquenrou do Dinho de ficar proliferando adolescentes conselhos do tipo; "foda-se a escola, foda-se os pais e o sistema", a força que musicas da banda tem é contagiante. A seqüência sem lógica de bandas deixou o LS Jack com uma bomba nas mãos pra fechar a noite. De tudo que ouvi eles conseguiram pregar nos meus ouvidos o refrão: "caminhando sob o sol de manhã...". Mas o show foi bem isso. Ótimos músicos, um vocalista que não só faz pose (faz muita), mas canta muito bem. Ganhou do Rappa de goleada. Ano que vem tem mais.
PABLO ALCANTARA 11/17/2003 10:11:12 AM
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Nova cara - Demorou mas abalou. O site dos Los hermanos já tá no ar com nova cara "estranho" (o trocadilho cretino foi inevitável). Tem tudo sobre o último disco, o Ventura, inclusive as letras. Aproveitei e mandei ver um Ctrl+c e Ctrl+v pra embelezar mais ainda o Garoto Enxaqueca com algumas passagens (isso soa bíblico) do Ventura que gosto particularmente.
"Olha lá quem vem do lado oposto
e vem sem gosto de viver
Olha lá que os bravos são escravos
sãos e salvos de sofrer
Olha lá quem acha que perder
é ser menor na vida
Olha lá quem sempre quer vitória
e perder a glória de chorar
Eu que já não quero mais ser um vencedor,
levo a vida devagar pra não faltar amor" (O vencedor)
"E até quem me vê
lendo o jornal
na fila do pão
sabe que eu te encontrei" (Último romance)
O tecladista dos Los hermanos Bruno Medina durante as gravações do Ventura
"Parece que foi ontem, eu fiz
aquele chá de habu
pra te curar da tosse e do chulé,
pra te botar de pé" (Do sétimo andar)
"Eu sei, é o amor que ninguém mais vê
Deixa eu ver a moça
Toma o teu, voa mais
que o bloco da família vai atrás" (Além do que se vê)
"Abre a janela agora, deixa que o sol te veja
É só lembrar que o amor é tão maior
que estamos sós no céu
Abre as cortinas pra mim
que eu não me escondo de ninguém
O amor já desvendou nosso lugar
e agora esta de bem" (Conversa de botas batidas)
"Enquanto eu fujo você inventou
qualquer desculpa pra gente ficar
E assim a gente não sai
que esse sofá ta bom demais!
Deixa o verão pra mais tarde..." Deixa o verão
PABLO ALCANTARA 11/17/2003 09:22:16 AM
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Sexta-feira, Novembro 14, 2003
Pirata da perna de pau - A roda do tempo que gira e gira parou diante dos meus olhos. Foi uma dia desses mas não um dia qualquer, foi um dia 14 ou um dia qualquer. Foi todo dia, foi dia nenhum. A roda parou pra sempre. Minha dona, meu norte, minha sorte. Em tempo, minha mão sustenta o timor, com força, com fibra. Tempo de vigor. Às vezes vento contra, às vezes a favor, sol na cara, tempestade nos ombros. Mas o tempo parou e sempre haverá a calmaria.
"Smiling with the mouth of the ocean and I'll wave to you with the eyes of the mountain. I'll see you".
PABLO ALCANTARA 11/14/2003 01:48:30 PM
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Quarta-feira, Novembro 12, 2003
Quase capotei - Hoje quase eu bati as botas depois de comer uma bolacha água e sal. Só que fui salvo pela Má, a menina super poderosa. Olhem só na foto o momento em que ela me salvou do engasgamento (isso existe?). Reparem na gosma da bolacha saindo pela boca!

PABLO ALCANTARA 11/12/2003 12:18:49 PM
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Terça-feira, Novembro 11, 2003
Mais - E tem mais comentários (já to até acreditando que assessores de imprensa e marqueteiros já forçam a amizade mandando cometnarios de seus clientes, só rpa eles ficarem na cosntelação das estrelas do O Garoto Enxaqueca).
"Mas o que é um blogggerrr? " Aldine Miller
"Dentre todas as coisas que odeio, dentre todas as coisas que amo, existe o profano e existe a dor e o prazer. Dentre tudo que posso fazer e dentre tudo que nem sequer sei como, tudo que sobra, tudo que sobra nessa imensa brincadeira de circo que é a vida é, é uma dor de cabeça, uma filha da puta de uma dor de cabeça", Antonio Abujamra
"eu gosxtu muitchu do ger-routo enxaqueca, leio quase toudos os dias, isso meismo eu sei ler em portugueis" - Kate Lyra
"Acho chique essa coisa de bloggggeerrrr, parabens menino enxaqueca, felicidades, meu neto Luca Jagger gsota de você" - Vera Gimenez
"vai trabalhar vagabundo! ... legal, gosto do blog, tá fazendo aniversario é? legal, bacana, parabens então" - Hugo Carvana
PABLO ALCANTARA 11/11/2003 11:02:39 AM
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Segunda-feira, Novembro 10, 2003
Amigos do peito - Não pára, não pára, não pára não pára!!! amigos, cheguei hoje de manhã e minha caixa de e-mails tava abarrotada de mensagens de celebridades parabenizando o primeiro ano de vida do Garoto Enxaqueca, só tem gente fina!! Inclusive, até pessoas que já capotaram e rodaram fizeram questã de enviar noticias! Confira!
"po-pode deixar e-e-escrito aí, que-que eu so-so sou fã demais do ga-ga-garoto enxaqueca!" - Ankito
"não sei o que seria da minha vida se não tivesse descobrido esse sitio na internet, eu tenho ódio, ódio de qualquer tipo de blog, mas esse é diferente, até cura minhas enxaquecas" - José Lewgoy
"gente, meus dois lados adoram o blog! a buba e o jacinto, parabens!" Maria Luisa Mendonça
"o blog me ajudou muito a superar a minha crise de colica de rins, brigado" Floriano Peixoto, o Sarita
"ah, meu filho, sempre que posso acesso o cyber cafe que tem aqui no céu e acesso o blog, que maravilha, congratulações da amiga henriquieta" - Henriquieta Brieba
"olha, importantissimo o garoto enxaqueca como uma forma de catarse, catarse total, amo, amo, esse blog!" Silvia Bandeira
PABLO ALCANTARA 11/10/2003 09:58:26 AM
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Balada do louco -
Balada do Louco - (Arnaldo Baptista / Rita Lee)
Dizem que sou louco
Por pensar assim
Se eu sou muito louco
Por eu ser feliz
Mais louco é quem me diz
E não é feliz
Não é feliz
Se eles são bonitos
Sou Alain Delon
Se eles são famosos
Sou Napoleão
Mais louco é quem me diz
E não é feliz
Não é feliz
Eu juro que é melhor
Não ser o normal
Se eu posso pensar
Que Deus sou eu
Se eles têm três carros
Eu posso voar
Se eles rezam muito
Eu já estou no céu
Mais louco é quem me diz
E não é feliz
Não é feliz
Eu juro que é melhor
Não ser o normal
Se eu posso pensar
Que Deus sou eu
Sim, sou muito louco
Não vou me curar
Já não sou o único
Que encontrou a paz
Mais louco é quem me diz
E não é feliz
Eu sou feliz
PABLO ALCANTARA 11/10/2003 09:18:58 AM
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Sábado, Novembro 08, 2003
Meu eu menino - Hoje passei todo o dia longe do meu eu menino. Depois, ele passou e bagunçou a arrumação das coisas, das idéias. Esperto esse menino. Bobo é o adulto que quer controlar a vida de modo hermético e calculado. O adulto levou um puxão de orelha por pensar demais. Depois, ganhou o afago do menino. Pois é, meu eu menino me fez cafuné. Sabia ele que eu tava sozinho e sozinho não gosto de ficar. Por isso, ele veio. Porque meu eu menino é o laço que me liga a tudo o que sou. Seus pés sujos trazem o pó de onde vim. Puxando pela mão ele traz à memória um por um aqueles que amo. Pai, mãe, nina e manas. Lá vem, lá vem. Não me deixem sozinho. A matéria prima do meu sorriso tá na certeza do sorriso de vocês. Quero ver cada um feliz. Sempre é assim, meu eu menino vem pra me ensinar a lição mais simples, quando é indispensável gritar de felicidade por vocês existirem. Por trazer nas melhores partes do meu eu, meu pai, sereno e calmo. E assim ele é cada vez mais, a cada ano. Sujeito família eu sou graças a minha mãe, sempre ali. Estrela da manhã. Com as manas eu divido qualquer dano ou temor que o andouro da vida possa nos reservar, sempre foi assim. Nós três juntos na ânsia da vida e de seu giratório caleidoscópio de cores. Divido com a mulher que amo a precipitação da vida se fazendo notar, nos deixando ás vezes embriagados, mas certos de que nossas pernas, confiantes, adquiriram velocidade maior pra chegar ao infinito. É com ela que eu canto, é com ela que eu danço e rio. Com ela teço o instante mais completo, em que nenhum gesto ou palavra senão o grito de felicidade explode na boca humana. Com ela, construo a inquebrantável certeza do agora, e com ela escrevo o futuro na pungente constatação de quando seguro em sua mão. Pois é, o eu menino já pode dormir tranqüilo. Já é alta noite e os sonhos me chamam. Já é alta noite e agora descanso com a paz no coração, porque é no coração que meu eu menino vive.
PABLO ALCANTARA 11/8/2003 09:20:26 AM
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